Esporte

Treinador de Aldo revela que UFC recusou fazer antidoping em McGregor

Ag. Fight

21/07/2016 06h00

Dedé Pederneiras é treinador de José Aldo e Cláudia Gadelha - Felipe Castello Branco

Dedé Pederneiras é treinador de José Aldo e Cláudia Gadelha – Felipe Castello Branco

Meses após a derrota de José Aldo para Conor McGregor no UFC 194, evento realizado em dezembro do ano passado em Las Vegas (EUA), o treinador do brasileiro, Dedé Pederneiras, ainda tem revelações a fazer. De acordo com o chefão da Nova União, o Ultimate se recusou a fazer uma bateria de exames antidoping no irlandês. Na época, o técnico se colocou à disposição para arcar com todas as despesas financeiras por parte do seu pupilo e, mesmo assim, teve o pedido negado pela organização. E por conta disso, na opinião do ‘professor’, os atletas não foram testados de maneira equivalente.

A história revelada por Dedé se dá em um momento delicado, com diversos atletas de nome sendo flagrados em testes. Desde a parceria firmada entre o Ultimate e a USADA (agência antidopagem americana), os exames antidoping se intensificaram e são realizados regularmente. Com isso, muitos atletas de peso foram pegos, como os casos recentes de Jon Jones, Brock Lesnar, Chad Mendes e Frank Mir.

Em uma conversa com jornalistas nesta quarta-feira (20), na sede da academia ‘Nova União’ no Rio de Janeiro, Dedé reclamou da conduta do Ultimate com McGregor com relação aos exames antidoping para a luta contra o Aldo e aproveitou para defender os atletas brasileiros, que são constantemente associados ao uso de substâncias ilegais.

“Na luta do Aldo com o McGregor eu pedi para os dois serem testados três vezes por semana e eles recusaram dizendo que sairia muito caro. Então eu me ofereci para pagar. Tudo isso em uma reunião com o Dana (White, presidente do UFC), o Lorenzo (Fertitta, até então CEO do UFC), o Jeff Novitzky e toda a cúpula. E não aconteceu. O Conor ficou dois meses e dois dias sem ser testado. Eles disseram que o McGregor iria fazer a mesma quantidade de testes que o Aldo. Ambos fizeram quatro. No entanto, o Aldo fez tudo como deve ser feito, respeitando os períodos corretos: 20 dias, 45 dias, 60 dias, etc. Essa é a forma de garantir que o cara não tome nada. E o Conor ficou dois meses e dois dias sem fazer nada e, nas duas últimas semanas e meia antes da luta, ele foi testado quatro ou três vezes. Assim, você vai testar para não pegar nunca”, afirmou.

“Essa história que o brasileiro toma substâncias e que os estrangeiros não tomam, isso é balela. Os caras não nascem mais altos que a gente, mais fortes que a gente, mais bonitos que a gente. Todos são iguais. O que eles têm é um laboratório melhor que o nosso, uma farmácia melhor que a nossa, ou uma forma de manipular a situação melhor que a nossa”, completou.

No UFC 200, realizado no último dia 9 de julho, José Aldo conquistou o cinturão interino dos penas (66 kg) e deve fazer uma revanche contra Conor McGregor pelo título linear da categoria. Mas, antes disso, o irlandês tem duelo marcado contra Nate Diaz no show de número 202, que está marcado para o próximo dia 20 de agosto em Las Vegas (EUA)

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