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'Bate-Estaca' se espelha em Amanda Nunes para buscar título do UFC

Josh Hedges/Zuffa LLC via Getty Images
Imagem: Josh Hedges/Zuffa LLC via Getty Images

Marcela Cappato, da Ag. Fight

25/07/2016 14h11Atualizada em 25/07/2016 14h11

O título conquistado por Amanda Nunes no UFC 200 representou muito mais do que uma simples vitória. É a primeira vez que uma brasileira chega ao posto mais alto do UFC e ainda por cima em uma das categorias mais concorridas e movimentadas do MMA feminino, a do peso-galo (61 kg). Além de transformar o Brasil no centro das atenções, o título também serviu de inspiração para outras atletas, como é o caso de Jéssica ‘Bate-Estaca’, que atualmente compete na divisão dos palhas (52 kg) no mesmo evento.

Em entrevista exclusiva para a AG. Fight, Jéssica contou que ver um nome brasileiro no topo ajuda a aumentar a motivação de quem também sonha em levar um cinturão para casa. Para a lutadora, além dessa energia extra, o fato de Amanda Nunes ser assumidamente homossexual, assim como Jéssica, é um incentivo a mais na hora de encarar o preconceito.

“Achei ótimo a Amanda como campeã. Ter o Brasil no topo é sempre ótimo e incentivador. Espero ser a próxima a ter esse gostinho. Creio que cada um deva ser quem é, em qualquer lugar ou momento. Máscaras não fazem ninguém feliz. Temos que levantar a bandeira da felicidade sempre", garantiu a lutadora.

A paranaense estreou na categoria dos palhas em junho deste ano, quando bateu a americana Jéssica Pene e colocou um ponto final nas dificuldades enfrentadas na divisão de cima. Quando questionada sobre a mudança de peso, Bate Estaca' revela que nunca se sentiu tão à vontade competindo. Para ela, a principal diferença foi o tamanho das lutadoras, já que quando competia nos galos (61 kg) suas rivais eram consideravelmente maiores.

“Me senti muito mais à vontade na nova categoria. Eu achei que sofreria muito na preparação, mas meu preparador físico Marco Aurélio Menezes fez parecer menos dolorido. A maior diferença que eu senti foi o tamanho das adversárias. No peso de cima são todas bem maiores do que eu e agora nem tanto. Isso influencia bem na luta”, narrou a jovem promessa nacional.

A brasileira não teve muito tempo para descansar após sua última vitória. Jéssica já está escalada para enfrentar Joanne Calderwood no dia 10 de setembro, em Cleveland (EUA). No entanto, mesmo com o calendário apertado, ela conseguiu tirar uma folga rápida para competir em um campeonato de jiu-jitsu em São Paulo. Para ela, engatar um combate no outro, algo que é considerado ruim por muitos lutadores, é bom para não perder o ritmo.

“Tirei algumas semanas para dar uma relaxada, mas voltei aos treinos firmes mesmo sem ter a luta marcada. Claro que agora com a data da luta os treinos e a preparação se intensificam, mas de uma forma tranquila. Eu não acho estressante engatar um combate em outro não, até prefiro lutar com curto espaço de tempo porque assim o ritmo não cai e ficamos sempre na ativa. Mas minha preparação já começou a todo vapor. Consegui até lutar no campeonato de jiu-jitsu da CBJJE em São Paulo. Fiz quatro lutas e fui campeã. Isso me deu mais confiança ainda para a luta”, contou Jéssica.

A brasileira ainda revelou quais são as suas expectativas para a próxima luta uma vez que sua adversária vem de uma vitória sobre a veterana Valerie Letorneau, quando ganhou um bônus pela performance desenvolvida no octógono.

“Eu acho que será uma boa guerra, creio que essa luta será na base da trocação e isso eu gosto muito”, revelou. Quando questionada sobre qual atleta gostaria de enfrentar no UFC, Jéssica é enfática e tem um nome na ponta da língua: Carla Esparza. De acordo com ela, a luta já estaria praticamente acordada entre as atletas e a única coisa que falta é o aval do presidente. “Quero muito lutar com a Carla Esparza. Os fãs tem pedido essa luta também. Ela disse que já aceitou, mas não sei porque ainda não saiu essa luta. Eu estou no aguardo, poderia ser a minha próxima luta e eu ficaria feliz”, finalizou.

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