Esporte

Faber prevê que atletas dopados podem aumentar lesões graves no MMA

26/07/2016 16h10

Urijah Faber foi derrotado por Dominick Cruz no UFC 199 - Diego Ribas

Urijah Faber se orgulha de nunca ter usado substâncias proibidas – Diego Ribas

A recente avalanche de atletas pegos em exames de controle antidoping levantou inúmeras questões entre os lutadores. O grande medo da maioria deles é que esse sistema falhe e que os atletas comecem a lutar completamente influenciados pelos efeitos dessas drogas que aumentam a performance atlética de maneira muito expressiva. Urijah Faber foi um desses atletas que resolveu tornar seus questionamentos públicos.

Em entrevista para o podcast americano ‘MMA Hour’, Faber explicou que o esporte já é algo muito perigoso e que oferece riscos de danos ao corpo dos atletas. Uma vez que o uso de substâncias proibidas se torne frequente, esses riscos aumentariam em proporções catastróficas.

“Vamos pensar no caso do Cyborg, em que seu osso do crânio sofreu uma fratura grave. O corpo humano tem certas habilidades individuais. Existe sim um grave risco de assassinato se você fizer uso de substâncias desse jeito, se você usa qualquer coisa que potencialize seu corpo de maneira ilegal. É uma coisa muito esquisita e existe uma razão para as regras existirem e garantirem que nada grave aconteça”, esclareceu o lutador.

Faber nunca falhou em nenhum exame antidoping durante seus 14 anos competindo MMA em alto nível. Mesmo assim, ele acredita que os atletas que são trapaceadores vão sempre tentar burlar o sistema de exames por mais rígido que ele se torne.

“Os trapaceadores vão sempre achar uma maneira de continuar burlando. Eu nunca fui o tipo de cara que se vangloria disso. Eu tenho orgulho da minha postura porque eu nunca fiz nada desse tipo. Mas eu conheço caras que mesmo passando pelos testes, não podem sentir o mesmo orgulho. Eu não estou dizendo nomes, mas eles sabem quem são”, criticou.

Mesmo lutando contra o uso de substâncias proibidas e apoiando um controle mais rígido, Faber sabe que no final das contas ele não pode falar pelos outros. Para o americano, o esporte é algo que te faz testar seus limites e mostrar que você pode ficar em pé novamente.

“Esse é um esporte para se testar e saber até onde você consegue ficar de pé. É como se fosse uma garota com lábios falsos, peitos falsos, cabelo falso, dentes falsos, bronzeado falso. Quando ela tiver um filho, sua genética não vai mostrar nada do que ela é. Isso é uma das coisas que você enxerga no esporte. Eu tenho muito orgulho em estar no topo do esporte, ter sido um campeão. Eu tenho 14 anos desse esporte, tenho 37 anos de idade e me sinto muito bem sem nunca ter trapaceado. Existe mais alguém que pode falar isso? As coisas são como elas são”, finalizou o lutador.

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