Esporte

Ex-TUF revela como dificuldades financeiras de companheiros de treino o motivaram

28/07/2016 06h00

Vicente Luque ganhou o apelido de 'The Silent Assassin' no TUF 21 - Diego Ribas

Vicente Luque ganhou o apelido de ‘The Silent Assassin’ no TUF 21 – Diego Ribas

Grande parcela dos lutadores de MMA brasileiros tem origens bastante humildes. Frequentemente ouvimos histórias de atletas que passaram dificuldades na infância e que não conseguiram estudar. E em meio a um cenário desses, o ex-TUF Vicente Luque é uma exceção. Nascido em uma família com uma condição social mais privilegiada do que a maioria, o brasiliense se formou no colégio e não precisou trabalhar para ajudar em casa. Consciente da oportunidade única que tinha nas mãos e vendo o aperto que muitos companheiros de treino passavam, ‘The Silent Assassin’ contou como buscou motivação para seguir em busca do seu objetivo.

Em conversa com a reportagem da Ag. Fight, Luque contou que ver os companheiros trabalhando e treinando todo dia e ainda passando por dificuldades serviu para lhe trazer um inventivo a mais para seguir treinando. Para o brasileiro, esse era o momento de agarrar a oportunidade.

“Eu via a dificuldade que certos companheiros de treino passavam e isso acabou servindo como uma motivação a mais para mim. Eu pensava que ‘se eles passam por tudo isso e continuam vindo aqui e treinando todo dia, não vou ser eu que vou deixar de treinar’. Afinal de contas, eu tinha condições de estar sempre ali e não precisava correr atrás de trabalho. Eu tive uma oportunidade e aproveitei”, afirmou, antes de acrescentar que a equipe é bastante unida.

“Na verdade, todos sempre me apoiaram. Todos aqui são muito unidos. Nós sempre ficamos muito felizes pelo sucesso dos nossos companheiros. Até porque, nós acreditamos que quando um atleta cresce e se destaca, todos estão crescendo e ganhando visibilidade também”, contou.

Praticante de artes marciais desde muito jovem, Luque contou que seu primeiro contato com uma luta aconteceu por influência de sua mãe, no caratê. Mas foi somente aos 15 anos de idade que o atleta decidiu, por conta própria, começar a treinar muay thai. E após um campeonato da modalidade em que perdeu seu primeiro combate, o jovem teve certeza de que queria seguir a carreira no esporte.

“O meu envolvimento com as artes marciais começou aos três anos no caratê. A minha mãe é faixa-preta de caratê e me colocou para treinar. Isso durou até meus dez, onze anos, quando decidi parar para tentar outros esportes. Joguei futebol, pratiquei outros esportes na escola e quando eu tinha quinze anos decidi, por minha conta, começar a treinar muay thai. Seis meses depois, rolou um campeonato na própria academia e eu quis participar. Eu acabei perdendo a luta mas naquele momento percebi que eu queria ser lutador. O ambiente, a adrenalina de tudo aquilo… ali eu tive certeza. A partir daí eu comecei a voltar meus olhos para o MMA e um ano depois já estava treinando jiu-jitsu”, narrou.

Ex-participante do TUF 21, Vicente Luque derrotou Alvaro Herrera no UFC Fight Night 90, evento realizado no último dia 07 de julho em Las Vegas (EUA). Aos 24 anos de idade, o meio-médio (77 kg) coleciona na carreira um cartel com nove vitórias, cinco derrotas e um empate.

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