Após noites de insônia, promessa brasileira reforça preparação mental para as Olimpíadas

Patrick Lourenço participará de sua primeira Olimpíada - Divulgação

Patrick Lourenço participará de sua primeira Olimpíada – Divulgação

Patricky Lourenço chama a atenção entre os fãs de boxe para os Jogos Olímpicos de 2016. A experiência adquirida nos últimos quatro anos de ciclo para esta competição, quando chegou a ser o terceiro do mundo na divisão até 49 kg, somada ao apoio da torcida brasileira garantem o carioca na briga direta por posições no pódio. Ao mesmo tempo, porém, os 23 anos de idade o colocam em situação de vulnerabilidade diante da pressão de competir em casa no maior torneio que sua modalidade permite. Por isso, nada mais natural do que reforçar o lado psicológico na reta final.

E com dois meses de trabalho direcionado para minimizar os efeitos de toda essa cobrança interna – Patricky contratou um ‘mental coach’ -, o lutador garante que já sente diferença até mesmo no âmbito pessoal. noites mal dormias agora fazem parte do passado deste atleta.

“Foi no momento perfeito, já que eu estava sonhando constantemente com minhas lutas na Olimpíada, como seria eu entrando para lutar, essas coisas. Teve uma semana que sonhei três vezes com isso, e vi que essa ansiedade estava me prejudicando. Os resultados apareceram muito rápido. Ele me questiona sobre alguns pontos em uma conversa, e aí vão aparecendo as soluções para os problemas. Estava preocupado com minhas noites de sono por conta dos sonhos. Agora me sinto mais confiante, durmo muito bem (risos)”, brincou o pugilista em conversa com a reportagem da Ag. Fight.

A confiança adquirida com as sessões do novo treinador Marcelo Caldas pode ser vista em seu discurso. em claro sinal de como reverter as dificuldades apresentadas e transformá-las em oportunidades, Patrikcy agora pode enxergar nos milhões de torcedores que acompanharão seus combates no Rio de Janeiro um ponto fundamental para o triunfo.

“Acredito que a pressão será para meus adversários porque confio muito na torcida brasileira. Teremos a grande maioria da torcida presente no ginásio, então temos que botar pressão neles. Torço para que o Rio Centro vire um Maracanã, pressão o tempo todo nos adversários e muito incentivo para os brasileiros”, visualizou o atleta, que nos últimos meses ainda adicionou as tarefas de pai à sua rotina.

“Cara, sempre me falavam que mudaria minha vida, mas eu não pensei que fosse tanto (risos). A distância atrapalhou um pouco, já que ela mora com a mãe no Rio e eu estava com a Seleção Brasileira em São Paulo. Sempre que podia, vinha para o Rio para ficar com ela e fazer de tudo… brincar, dar banho, colocar para dormir e até trocar fraldas. Depois da Olimpíada, vou grudar nela”, prometeu.

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