Esporte

Dieta, kimono rosa e balé! 'Do Bronx' aposta tudo em busca de cinturão do UFC

17/08/2016 09h00

Curiosamente, o mesmo Charles havia protagonizado um final de luta para lá de estranho diante de Cub Swanson, em 2012. Na ocasião, o brasileiro sofreu um soco e acusou segundos depois, caindo no tablado e decretando o final da disputa. Após a luta, no entanto, uma lesão adquirida ainda no vestiário foi revelada - Diego Ribas

Charles ‘Do Bronx’ encara Anthony Pettis no UFC Vancouver – Diego Ribas

“O que eu precisar fazer, eu vou fazer!”. Foi com essa frase que Charles ‘Do Bronx’ fez repetir o seu desejo durante uma sessão de entrevistas com a imprensa nesta terça-feira (16). Segunda luta mais aguardada do UFC Vancouver, agendado para o dia 27 de agosto, o peso-pena (66 kg) se referia diretamente ao sonho de ser campeão do evento em que atua desde 2010. Meta esta que, para ser alcançada, o motiva a encarar qualquer desafio fora do octógono.

Se no início de sua carreira no UFC o paulista ganhou status de fenômeno – Charles foi eleito a terceira maior revelação da temporada 2010, ano em que o vencedor foi Jon Jones -, nas temporadas seguintes o especialista em jiu-jitsu alternou finalizações com tropeços e vacilos que deram áurea de eterna promessa ao seu currículo. Rótulo que fez o atleta rever sua postura e iniciar uma mudança.

“Tiveram lutas que era para não lutar, e eu lutei machucado. Contra o Max Holloway, se eu não tivesse lutado e falasse da lesão, tenho certeza que o UFC não ficaria chateado. A luta contra o Jim Miler, eu ataquei dez finalizações e quando ele atacou pegou o meu joelho estourado. Na luta com o Cub Swanson eu estourei ligamento da coxa faltando 15 minutos para luta… Se tiver que lutar lesionado hoje, eu não luto. Se tiver que trazer um cara do balé, eu trago”, narrou em conversa com a reportagem da Ag. Fight para gerar uma certa surpresa.

Também pudera, mas não pelo fato inusitado e sim pela referência. Puxando pela memória o fato de que o ex-pugilista Evander Holyfield ao subir do peso-cruzador para os pesos-pesados contou com o auxílio de uma professora de balé para conquistar a agilidade necessária para triunfar na nova divisão de peso. E o resultado foi nada menos do que uma coleção de títulos mundiais.

“É, na época ele virou piada, mas começou a fazer balé e foi campeão do mundo. Eu vou fazer o que precisar fazer para chegar lá”, reafirmou, antes de relembrar uma história que marcou o seu inicio nas artes marciais. “Igual quando eu era faixa azul. Fui disputar um campeonato mundial e meu kimono tinha uns patrocínios nele que não deixaram eu competir. Olhei para o lado e só tinha o kimono da minha namorada, que era rosa. Lutei com ele, todo mundo riu, mas eu fui campeão”, relembrou, já mirando seu próximo desafio.

Com viagem marcada para encarar o ex-campeão dos leves (70 kg) Anthony Pettis, que fará sua estreia entre os penas, Charles terá que vencer um grande inimigo antes mesmo de entrar no octógono. Com quatro falhas na balança em sua carreira, ‘Do Bronx’ finalmente adotou uma dieta de atleta profissional para bater a balança.

E, para isso, ele voltou a trabalhar com o acompanhamento de um nutricionista que, diferentemente dos anteriores, se adiantou em controlá-lo dia a dia, e nos detalhes cortou até mesmo os tradicionais hambúrgueres e refrigerantes que faziam parte da rotina do atleta.

“É difícil, sou acostumado a comer esses negócios. Lanche, besteira… Saio do treino e quero comer, dessa vez eu estou há três meses sem nada, até porque a luta foi marcada e eu já estava na dieta. Tinha o boato de que eu lutaria com o BJ Penn, então comecei a cortar peso e fiquei sem comer besteira”, narrou, deixando claro a dificuldade em ficar longe do ‘fast food’.

“Cada vez mais tem que virar profissional. Acabei pecando na parte de peso, mas não era muita coisa. Eu ficava nisso, no detalhe bobo. As vezes tomava uma garrafinha de água e batia 200 gramas acima. Agora estou bem, cortando o peso bem. Isso não me frustra, não me deixa nervoso. Quero mostrar que posso bater o peso”, finalizou o jovem com ares de veterano.

Aos 26 anos, o brasileiro coleciona 21 vitórias e apenas cinco derrota no MMA. Com 13 finalizações e seis nocautes entre seus triunfos, o paulista fez por merecer a posição de destaque o posto de número 6 do ranking de sua categoria. Mas, como ele mesmo frisou, chegou a hora de subir um novo degrau, e nada melhor do que uma grande vitória para isso. Que venha Anthony Pettis!

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