Esporte

Treinador brasileiro revela como afiou chão de Pettis: "Já finalizou faixas-pretas"

01/09/2016 09h00

Anthony Pettis e Diego Moraes celebram vitória no UFC - Acervo Pessoal

Anthony Pettis e Diego Moraes celebram vitória no UFC – Acervo Pessoal

Anthony Pettis passou pelo teste de fogo em sua estreia na divisão dos pesos-penas (66 kg). Além de deixar para trás as três derrotas seguidas que havia acumulado na carreira, o americano mostrou um chão afiado para não apenas se defender das investidas do brasileiro Charles ‘Do Bronx’ como também para aproveitar e finalizar o rival no terceiro assalto. E tudo isso graças a muito trabalho.

E quem liderou o refino técnico de Pettis na arte suave foi o brasileiro Diego Moraes, treinador que esteve por perto das principais conquistas do atleta no UFC até que a mudança de ares coincidentemente desse origem à má fase na carreira do ex-campeão.

“Eu já tinha trabalhado com o Anthony antes, e quando surgiu essa luta contra o Charles ele me chamou para participar do seu camp. A gente sabia que era necessária uma atenção especial na luta de solo. Todo mundo vê o Pettis como um trocador. Lógico, é a especialidade dele, ele é muito bom e muito perigoso. Só que as pessoas esquecem do que ele vem apresentando na carreira dele no chão. Ele tem diversas finalizações e, inclusive, vinha de duas antes dessa luta: contra o Ben Henderson e contra o Gilbert Melendez – que são dois faixas-pretas”, relembrou o orgulhoso professor.

Ciente do perigo em trocar posições no chão contra o sempre ofensivo Charles ‘Do Bronx’, Diego garantiu uma repaginada no treinamento do americano. Para isso, foi importante acostumar o atleta a sentir a intensa transição de movimentação que apenas especialistas na arte suave são capazes de fazer. E por isso é que Pettis foi capaz de resistir à artilharia do rival, que alternou pegadas pelas costas, chaves de pé e arm-locks.

“Nós fomos treinar em algumas academias de jiu-jitsu na cidade onde ele mora porque a preparação dele para essa luta tinha que ser rolando com o pessoal do jiu-jitsu. Na academia dele tem um pessoal bom de jiu-jitsu mas tem muito wrestler, que fazem aquele jogo travado e por cima. E eu expliquei para ele a importância de treinar bastante com o pessoal do jiu-jitsu, que tem transição no chão. Vai para as costas, sai para um triângulo, sai para um braço. Pessoal que dá continuidade no chão”, revelou, antes de apontar seu otimismo com a mudança de peso do aluno.

Com trocação afiada e dono de fortes posições no chão, Pettis, que já foi campeão dos leves (70 kg) do UFC e do WEC, teria armas suficientes para fazer estragos na categoria. E isso é apenas uma questão de tempo na visão do treinador.

“Eu acredito que o Pettis tem chão para fazer de igual para igual contra qualquer atleta da categoria. Ele mais do que provou que é um cara perigosíssimo no chão. Nunca foi finalizado e vem de três finalizações sobre três faixa-preta. Então tenho certeza que o Pettis pode fazer frente com o Aldo no chão sim”, finalizou.

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