Esporte

Brasileiro que estreou no MMA aos 17 promete "ressurreição" no Bellator

Ag. Fight

05/10/2016 10h00

Goiti Yamauchi fará sua estreia como peso-leve no Bellator - Divulgação

Goiti Yamauchi fará sua estreia como peso-leve no Bellator – Divulgação

Aos 23 anos e com virtuoso cartel de 19 vitórias e apenas três derrotas, Goiti Yamauchi tem menos popularidade do que sua milhagem no MMA teimaria em presupor. No entanto, ciente do longo caminho que ainda pode traçar no esporte, o brasileiro (que de fato nasceu no Japão) já parece disposto a repaginar sua carreira.

Vindo de derrota por pontos (Goiti nunca foi finalizado ou nocauteado) em março passado no Bellator 151, ele optou por subir de categoria e evitar o árduo processo de perda de peso. Terror de nove entre 10 atletas profissionais, a dieta pré-uta estava, pouco a pouco, roubando a vontade de competir do jovem lutador.

“Eu estava achando que eles me chamariam para lutar pelo cinturão dos penas. Todos os top 4 já tinham se enfrentado e achei que eles quisessem alguém novo. E eu estava indo bem, mas perdi. Percebi que estava na categoria errada. Agora, como peso-leve (70 kg), estou comendo bem, mais elegre e dispoto”, narrou em conversa com a reportagem da Ag. Fight.

A chance de mostrar que, de fato, ele é um novo lutador já tem data. No próximo dia 21 de outubro, Goiti encara Ryan Couture, 11 anos mais velho, e que carrega o apoio da torcida americana refletida no sobrenome do pai, ex-campeão do UFC e Membro do Hall da Fama no evento.

“Se ele não for o cara perfeito para essa estreia , ele vai se tornar. Seria com quer que fosse. Vou destruir, vai ser a minha ressurreição. Agoro sou um outro tipo de atleta, muito mais forte”, prometeu o atleta.

Estreia aos 17 anos

Ao contrário da maioria dos principais nomes do MMA nacional, Goiti carrega uma história de vida dedicada às artes marciais. Nascido no Japão em 1993, o jovem logo ingressou no caratê, judo e jiu-jitsu. Dedicação que não seria possível sem o apoio dentro de casa, principalmente de seu tio, Ossamu, que também atua como treinador de kickboxing e head coach do promissor sobrinho.

“Eu sempre fui do meio da luta. Meu primeiro esporte foi karate, judo, jiu-jitsu… Nunca me interessei por outro esporte. Futebol era porquê todo mundo jogava. Mas cresci apaixonado por luta. Quando surgiu a febre do Pride, meu tio viu que eu tinha talento e me apoiou muito. Ele é meu treinador, meu tio, meu braço direito. Sempre me apoia, é a peça-chave. Estamos na batalha desde cedo”, narrou, talvez sem perceber que, de fato, o padrão de cedo para ele é diferente do que para os demais.

Isso porquê sua bagagem nas artes marciais aceleraram o processo para se tornar um atleta profissional de MMA. Tanto que aos 15 ele já competia como amador e, após acumular sete vitórias no primeiro round, foi praticamente impossivel que seu tio não o liberasse para estrear já aos 17 anos.

“Meu tio viu que eu tinha talento, meu tio investiu em mim. Comecei de forma bem sólida, no MMA amador, e fiquei invicto com todas as vitórias no primeiro round. Não tinha mais adversario, eu já tinha feito tudo o que queria. Também tinha títulos no jiu-jitsu. Então, porque não tentar algo no MMA profissional?”, narrou com a mesma coragem que carrega agora ao mudar de categoria e recomeçar sua carreira.

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