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Brasileiro diz que organização cobriu proposta do UFC para segurá-lo

Diego Ribas/Ag. Fight
Marlon Moraes volta a lutar no dia 31 de dezembro, nos EUA Imagem: Diego Ribas/Ag. Fight

Ag. Fight

27/10/2016 17h05

Campeão incontestável dos pesos-galos (61 kg) do WSOF, Marlon Moraes passou por um momento desejado por todo atleta de alto rendimento. Ao ver seu contrato chegar ao fim, o brasileiro foi sondado por “todos os grandes eventos”, como ele mesmo diz, e coube ao seu empresário analisar e escolher a proposta que melhor se encaixasse em seus planos. E, curiosamente, ao menos dessa vez o UFC não levou a melhor.

Passado o período de negociação, Marlon renovou com o World Series e ampliou seu vínculo com a organização, embora não saiba, ou não queira, apontar por quantos combates. No entanto, além do valor financeiro, o momento pelo qual passa a organização ajudou a fazer sua cabeça.

“Chegamos a conversar com outros eventos, com todos os grandes, mas recebi uma proposta muito boa e irrecusável. Então resolvi renovar. Tivemos interesse de todos, o que é ótimo, mas preferimos ficar, até por causa desse grande show em dezembro”, narrou em conversa com a reportagem da Ag. Fight.

Em franco crescimento, o WSOF programou o maior show de sua história para o dia 31 de dezembro, na cidade de Nova York. O evento, que contará com três disputas de cinturão, incluindo o de Marlon, será realizado no teatro anexo ao ginásio Madison Square Garden, o que deixa as intenções da organização bem claras. E, para isso, o brasileiro se torna uma peça fundamental.

“Vai ser o maior evento da história do WSOF e fico muito feliz por fazer parte. Meu contrato tinha acabado, mas optei por fazer parte desse show grandioso. Vai passar na NBC, um canal famoso aqui nos EUA. É o canal do ‘The Voice’. Vou treinar com muita garra e vontade, quero mostrar o melhor Marlon em ação. Todo mundo fala do UFC, mas tenho que pensar na minha família, no meu futuro. Tenho que viver o hoje”, analisou.

Mas, curiosamente, as dez vitórias seguidas no evento terminaram por garantir uma dificuldade extra para o brasileiro. Com poucos rivais novos e disponíveis para enfrentá-lo no WSOF, Marlon viu no compatriota Josenaldo Silva o nome capaz de garantir sua presença no show do dia 31 de dezembro.

“É difícil, a maioria dos caras ranqueados do meu peso tem contratos com outros eventos. Vejo o esforço do WSOF em caçar rivais para lutarem comigo. Mas é difícil, muitos não aceitam lutar mesmo. O evento tem um campeão, e eles respeitam isso. Muios dizem não mesmo. O Josenaldo é um promessa, um dos melhores no Brasil. Encaro como uma das lutas mais difíceis da minha vida”, analisou.

Aos 30 anos, dois a mais do que o campeão, Josenaldo fará sua estreia na organização embalado por um cartel de 25 vitórias e apenas quatro derrotas. Trocador nato, o atleta da Evolução Thai é, assim como Marlon, certeza de troca franca de golpes em pé. E quem ganha é o público.

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