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Cigano se oferece para ser "tapa buraco", mas diz: "Werdum não aceitaria"

Srdjan Stevanovic/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images
Cigano (dir.) está sem adversário no UFC Imagem: Srdjan Stevanovic/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images

Ag. Fight

03/11/2016 16h17

Com mais sede de luta do que nunca. Assim está Júnior Cigano dos Santos, peso-pesado que se encontra em um momento delicado na carreira. Número quatro do ranking oficial, o brasileiro vem embalado por contundente vitória sobre Ben Rothwell e, sem adversário em vista, vê os principais nomes de sua divisão com duelos marcados ou dispostos a usarem os próximos meses para descansarem. Por isso, o ex-campeão foi claro no recado: está disposto a cobrir qualquer vaga que apareça nos próximos cards do UFC.

Com a edição de Nova York agendada para o próximo dia 12 de novembro, Cigano afirmou que, já curado da cirurgia no ombro e treinando em alto nível na America Top Team, tem nas edições numeradas 206 (10 de dezembro) e 207 (30 de dezembro) suas metas para, caso exista uma vaga mesmo que em cima da hora, não passar o final de ano em branco.

"Estou dentro. Estou doido para lutar", afirmou em conversa com a reportagem da Ag. Fight. “Caso alguém se machuque, eu luto. Falei com meus amigos esses dias que mesmo se eu ganhasse na loteria e ficasse milionário, eu ainda não deixaria de lutar. É o que eu amo fazer, vou continuar lutando. Assim que surgir uma luta boa e que acrescente para minha carreira, vamos pegar. Não tenho dúvidas de que serei campeão de novo, e acho que até a metade do ano que vem isso vai acontecer”, narrou o atleta de 32 anos, sempre confiante e otimista.

Curiosamente, no dia 30 de dezembro, no show que marca o retorno de Ronda Rousey ao MMA, uma luta em específico chama a atenção entre os pesos-pesados. A revanche entre Fabrício Werdum e Cain Velasquez, números um e dois do ranking, respectivamente, deve garantir ao vencedor, ao menos em tese, uma chance de encarar o campeão Stipe Miocic. Atento à esta movimentação, Cigano se adiantou em analisar a possibilidade de ‘tapar o buraco’ neste embate.

“Acho o seguinte, não querendo cutucar e nem nada. Tem certa rivalidade com os dois, mas não sei porque. Essas coisas acabam se promovendo por si só. No caso do Werdum sair, eu lutaria com o Velasquez pela quarta vez, acho que ele aceitaria. Se fosse o contrário, não acho que o Werdum vai aceitar. Até digo o que ele faria. Acho que seria: ‘O Cigano é completamente diferente. Um é trocador e o outro grappler. Não vou aceitar’. Acho isso”, afirmou antes de garantir que não carrega nenhuma rivalidade pessoal com o compatriota.

Ainda em outubro de 2008, Dos Santos fazia sua estreia no octógono mais famoso do mundo justamente contra o gaúcho, a quem nocauteou em pouco mais de um minuto de combate. Desde então, os atletas traçaram caminhos diferentes e enquanto Werdum deixou o UFC para só voltar anos depois, Cigano anotou uma série de nove triunfos seguidos no show até perder o cinturão para Velasquez.

Quis o destino que justamente os três ex-campeões brigassem por uma chance de encarar o atual dono do cinturão Miocic. E como todos estão embalados por vitórias, Dos Santos, em sua defesa, garante que sua mais recente atuação deveria lhe garantir o status de desafiante antes dos demais.

“Se o UFC quer um show, tem que ser a gente, eu e o Miocic. A última do Werdum foi uma vergonha, para o Browne também. Luta feia, não é nem para top 6 ou 7 do ranking, imagina para top 5. O Velasquez teve a derrota para o Werdum onde levantou dúvidas, até minhas. Na última dele contra o Browne… Mas o Browne a gente sabe que ele parece passar por um momento dificil, não sei. O cara que estava ali era o Ben Rothwell, e eu venci”, narrou.

Dificuldade em encontrar adversários

Enquanto Stipe Miocic pediu por um tempo de descanso (o americano deve voltar a competir em março), Cigano garantiu que deixou claro ao UFC que está disposto a voltar a lutar ainda nesta temporada. No entanto, até mesmo a opção mais “lógica” não se fez presente.

Derrotado pelo campeão em setembro, Alistair Overeem, que nocauteou o próprio Cigano no final de 2015 e que ocupa a posição de número três do ranking da categoria, seria o nome mais cotado. Mas o holandês também pediu para não ser escalado para competir nos próximos meses.

“Na verdade, não sei como foi a negociação”, afirmou com bom humor. “Achava que faria mais sentido , mas parece que ele não quer mais lutar, pelo menos comigo . Não acho que vai acrescentar muito , mas por ter perdido para ele, faria sentido colocar tudo em pratos impos. É a que mais faria sentido. Mas ele ouviu meu nome e fugiu”.

Mas se o futuro parece incerto e nenhum nome se destaca, de fato, para fazer frente ao brasileiro no octógono, Cigano mantém o otimismo. E o recado é o mesmo para qualquer um que tope enfrentá-lo. “Estou treinando e estou feliz. Qualquer que seja o cara, ele vai sofrer . Estou em um momento bom, treinando bem, não tenho reclamação nenhuma a fazer. Vou transformar isso em resultado”, prometeu.

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