Esporte

Weidman relembra caso de atletas com HIV que lutavam de forma ilegal em NY

10/11/2016 14h00

weidman

Weidman fará sua primeira luta como profissional em NY – Diego Ribas

Ex-campeão dos médios (84 kg) do Ultimate, Chris Weidman é uma das principais atrações para o UFC 205, que será realizado em Nova York neste sábado (12). O evento é especial por se tratar do retorno ao estado que baniu o esporte por cerca de 20 anos, e o norte-americano sabe o quanto isso foi ruim para seus conterrâneos.

Em conversa com a imprensa nessa quarta no Madison Square Garden, onde será o evento de sábado, Weidman relembrou os tempos em que o esporte não era considerado legal em Nova York e lamentou algumas situações presenciadas de perto por ele, que nasceu nesse estado. Mesmo sem ser legalizado, o MMA acontecia de forma clandestina por lá e isso causou problemas graves de saúde.

“Isso (lutas ilegais) é bastante perigoso. Quando eu estava começando tinha muito disso. Na época, nós não sabíamos muito a diferença, até porque o esporte cresceu demais ao longo dos anos. Mas, nos últimos anos, nós percebemos como isso é perigoso. Essas pessoas não estão sendo testadas ou examinadas em nenhum sentido. Eu sei que teve um garoto que lutou com AIDS. Ele lutou diversas vezes em Nova York com AIDS. E ninguém sabia disso, não sei o que aconteceu com seus adversários. Nós ficamos sabemos porque quando esse garoto foi lutar em Nova Jersey, ele foi testado e proibido de lutar lá em função de sua doença. É algo perigoso e assustador lutar nessas condições”, relembrou Weidman.

Na verdade, o ex-campeão se refere a um caso ocorrido em 2014, quando uma matéria do site ‘Deadspin’ revelou que atletas estavam lutando com doenças como HIV e Hepatite C sem serem testados. O MMA foi legalizado em Nova York apenas neste ano, e Weidman quer curtir sua primeira luta no estado em que nasceu.

“Eu estou lutando há quase oito anos e esse esporte nunca foi legal no meu próprio estado. O que acontecia muito, e que eu odeio, é que pessoas mais velhas ou da minha idade vinham perguntar o motivo de não ser legalizado. Aí você tem que explicar e argumentar porque deveria ser legal. Agora acabou isso, é legalizado e não tem mais o que discutir”, disse o aliviado lutador.

Weidman terá pela frente o cubano Yoel Romero em uma das lutas do card principal do UFC 205. O americano acredita que se vencer de forma contundente poderá lutar novamente pelo cinturão da categoria, que hoje pertence a Michael Bisping.

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