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USADA vê negligência de Lyoto e aponta distorção em caso de doping

Alex Trautwig/Getty Images
Lyoto Machida foi retirado do card do UFC Flórida, em abril Imagem: Alex Trautwig/Getty Images

Ag. Fight

24/11/2016 08h00

Lyoto Machida foi condenado a 18 meses de suspensão após o polêmico teste antidoping realizado em abril deste ano, e que lhe custou a participação no duelo contra Dan Henderson. Inconformado com a severa pena, o carateca criticou publicamente a USADA (agência americana de controle antidoping), mas já ouviu a resposta no mesmo tom.

Depois de contestar os motivos de ser condenado a 18 meses mesmo após ajudar nas investigações, Lyoto ouviu de Ryan Madden, gerente de comunicação da agência antidoping, a acusação de que Lyoto adotou uma postura midiática. Ao se recusar de recorrer da punição, o atleta evitou que sua pena se tornasse maior ainda (dois anos é o tempo máximo estipulado pela entidade) e impediu que, pelas regras americanas, todos os bastidores do exame se tornassem públicos.

“É possível que devido ao nível de negligência do Sr. Machida, que honestamente foi superalto, seu time tenha preferido aceitar os 18 meses de pena para não correr o risco de uma punição maior em uma arbitragem. Além disso, quando você vai a um julgamento, os detalhes sobre o uso do produto proibido se tornam públicos na arbitragem. Às vezes, creio, é mais fácil acatar a pena e depois tentar mudar a narrativa através da mídia. É infeliz, claro, mas é o que temos visto”, acusou, em resposta dada ao site ‘MMA Fighting’.

Na versão do membro da USADA, o atleta foi considerado culpado justamente por adotar postura negligente em relação ao produto ingerido, uma vez que, ao contrário do que foi dito por Lyoto, a entidade teria garantido as ferramentas necessárias para que ele pudesse se precaver de problemas com a política antidoping do evento.

“Toda esta situação poderia ter sido evitada se o Sr. Machida tivesse usado os recursos dados a ele para checar se o produto era liberado pela política antidoping do UFC. Tudo o que ele precisava era visitar a GlobalDRO e procurar pelo 7-keto (produto ingerido). Ele também poderia ter falado com a gente diretamente”, rebateu.

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