Esporte

Brasileiro reclama de falta de visibilidade após participar de TUF nos EUA

Ag. Fight

02/12/2016 12h36

Alexandre Pantoja subirá no octógono em janeiro de 2017 - Acervo Pessoal

Alexandre Pantoja subirá no octógono em janeiro de 2017

Você talvez nunca tenha ouvido falar de Alexandre Pantoja, mas ele foi um dos representantes brasileiros no The Ultimate Fighter 24. O reality show foi responsável por definir Tim Elliott como próximo desafiante ao cinturão dos moscas (57 kg), que hoje pertence a Demetrious Johnson, e contou com grandes atletas do mundo inteiro. Mas, apesar de finalmente ingressar no maior torneio de MMA do mundo, o atleta natural de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, não está feliz.

Em conversa com a Ag. Fight em Las Vegas (EUA), Pantoja revelou que ficou tristemente surpreso com a falta de repercussão que o TUF 24 teve em solo nacional. Para ele, como se tratava de um programa que reuniu diversos campeões mundiais dos mais distintos torneio de MMA, o reality poderia ter sido mais relevante no Brasil.

“Me surpreendeu pelo fato de termos dois brasileiros campeões mundiais. Eu já fui campeão do Shooto, hoje em dia é o Ronaldo (Candido), e ele participou do show também. Vim para os EUA como campeão do RFA e acreditei que quando voltasse para casa teria uma visibilidade grande por participar de um TUF tão especial quanto esse. Um torneio apenas com campeões mundiais. Tinha lutadores do Japão, Rússia, México, África do Sul… Fiquei muito feliz de ter participado deste torneio, mas em contrapartida fico um pouco triste por não ter uma mídia forte no Brasil funcionando em nome dos brasileiros”, desabafou Pantoja.

O brasuca não sabe dizer o motivo certo para que o TUF 24 tenha tido tão pequena repercussão no país, mas ele alerta para algo cultural. Na visão de Pantoja, os brasileiros estão mais acostumados e preferem assistir lutas entre atletas maiores fisicamente.

“Tem algo cultural de gostarmos de ver uns caras fortes e grandões. Até eu gosto muito de ver o Jon Jones lutando, mas em aspecto de técnica de lutador não se iguala à categoria dos moscas, dos galos ou da categoria do (José) Aldo. Uns caras grandes têm força e menos técnica. O Demetrious Johnson, por exemplo, é um cara completo e é algo fenomenal vê-lo em ação”, analisou.

Por falar em Johnson, o brasileiro não conseguiu chegar até a final e, portanto, não terá o direito de enfrentar o atual dono do cinturão dos moscas. Campeão mais dominante dentro do UFC atual, o americano detém o título da categoria desde que ela foi introduzida ao Ultimate. Então qual seria a estratégia para derrotar DJ? Pantoja dá uma solução.

“Só amarrando os braços e as pernas dele (risos). É um lutador fenomenal. Uns cinco anos atrás, quando vi ele lutando com o John Dodson, eu pensei que eu teria que ser um lutador desse nível. Me ajudou muito a ser o lutador que sou hoje assistir ele lutando no passado”, afirmou.

Alexandre Pantoja enfrentará Eric Shelton na sua estreia oficial pelo UFC. O duelo acontecerá no dia 28 de janeiro, em Denver (EUA).

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