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"Bate-Estaca" aponta brechas no jogo da "ex-amiga" Joanna Jedrzejczyk

AP Photo/David Dermer
Jéssica Bate-Estaca está confiante Imagem: AP Photo/David Dermer

Ag. Fight

07/12/2016 09h00

 

Jéssica ‘Bate-Estaca’ chegou a assinar contrato para enfrentar Maryna Moroz no próximo dia 30 de dezembro, em Las Vegas (EUA), mas antes mesmo que o confronto fosse anunciado oficialmente pela organização do evento, uma lesão da rival cancelou a disputa. No entanto, a brasileira segue treinando à espera de que o UFC anuncie alguma substituta para que ela possa finalizar 2016 de forma invicta e ainda mais próxima do cinturão dos pesos-palhas (52 kg).

Com duas disputas travadas até agora na temporada, a atual número cinco do ranking oficial da categoria parece confiante de que mais um triunfo deve colocá-la em rota de colisão direta com a atual campeã Joanna Jedrzejczyk, lutadora com quem tinha uma excelente relação até que a proximidade de um confronto tornasse o clima menos amistoso.

“Ela já não conversa comigo como conversava antes”, afirmou em conversa exclusiva com a reportagem da Ag Fight. “Já não curtia mais as minhas coisas. Vi que ela ficou com um pouco de ciúme porque eu estava vencendo minhas lutas e ela sentiu um pouco de perigo. Sempre gostei muito dela. Se um dia formos lutar, acho que ela vai me respeitar e não ficar com essa patifaria de brigar e ficar xingando”.

Grande elo entre as atletas, o manager Tiago Okamura cuidava da carreira de ambas até outubro, quando deixou de trabalhar com a campeã a pedido da lutadora. A ruptura, por sinal, foi apenas uma parte das mudanças que a polonesa protagonizou nos últimos meses. Morando nos EUA, treinando em nova academia e com novos focos para sua carreira, Joanna inevitavelmente se tornou alvo em definitivo para a brasileira.

“Quando ela trocou de equipe, ela trocou tudo. Não sei bem porque aconteceu isso, mas agora vamos buscar o cinturão porquê é nosso. Para mim foi melhor. Quando baixei para os 52 kg, ela já ficou diferente, já viu um pouco de ameaça. Quando estava nos 61 kg, a gente fez um treino de leve. Dei muitas quedas nela e ela disse que eu estava muito forte… Quando baixei de peso ela se sentiu um pouco ameaçada”, narrou a atleta de apenas 25 anos.

Apesar de ter um confronto marcado para dezembro com uma adversária ainda desconhecida, Jéssica quebra o protocolo e parece já ter analisado por completo o jogo da polonesa. Tanto que, mesmo com a invencibilidade de Joanna e todo o seu favoritismo diante das demais competidoras da divisão, Jéssica aponta brechas em seu jogo.

“Da luta com a Claudinha para cá, vi que a Joanna deu uma desmotivada. Acho que por ela ter trocado de equipe, de empresário… Ela está começando a conhecer a equipe dela. Vi que isso deu uma atrasada no jogo dela, que nessa última luta ela estava um pouco mais lenta. É uma boa brecha. Vi que o punch dela continua o mesmo, não é muito forte. E percebi também que quando ela toma porrada, se for um pouco mais forte, ela cai. Se não der certo, é botar para baixo e bater no ground and pound. Ela é boa na levantada, mas ninguém derrubou ela no meio do cage, longe da grade. Tenho boas oportunidades. Quando acontecer, vamos montar uma estratégia sinistra e pegar ela”, surpreendeu.

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