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José Aldo promete dar as cartas no UFC: "Vou pedir e negar lutas também"

AP Photo/John Locher
José Aldo tem luta marcada contra Max Holloway no dia 11 de fevereiro Imagem: AP Photo/John Locher

Ag. Fight

14/12/2016 09h01

 

Passado o período em que José Aldo flertou com sua aposentadoria, o lutador já tem data e adversário para retornar ao octógono do UFC. No dia 11 de fevereiro, diante de Max Holloway, o brasileiro coloca em jogo seu cinturão dos pesos penas (66 kg) em Nova York (EUA), no duelo que deve marcar sua carreira como uma espécie de recomeço no que diz respeito à sua postura fora do cage.

Afinal, ao ver seu algoz Conor McGregor ostentar o título da divisão por um ano mesmo sem defendê-lo e se aventurar em outras categorias, Aldo parece motivado a tentar o mesmo e subir de categoria em busca de um novo título. Além, é claro, de garantir a revanche contra o irlandês.

“Vou vencer, isso é fato”, afirmou em conversa com a reportagem da Ag. Fight durante um treino nesta terça-feira (13) na academia Nova União, no Rio de Janeiro. “Vou fazer essa primeira defesa, e depois disso vamos ver. Lógico, quero fazer uma luta com o Conor, mas como ele mesmo está fugindo da luta, quero ver qual o desenrolar da categoria. Vamos lutar nos leves, não quero lutar com ele nos penas não. No pena eu sou o campeão, e sempre bati em todo mundo. Quero lutar em outra categoria também, já que está aberto. Já que foi liberado para um, está liberado para todo mundo. Eu vou pedir lutas, e se eu não quiser, vou negar luta também. Já que ele falou que não obriga ninguém a lutar… Esse é meu direito agora”.

O argumento do atleta é simples. Anos atrás, quando o evento passava por dificuldades em encontrar rivais à altura na sua divisão, Aldo tentou subir de categoria para fazer uma superluta com Anthony Pettis, então campeão dos pesos-leves (70 kg), e recebeu do UFC o ultimato para escolher em qual categoria competir e por qual cinturão brigar.

Mas passado o ‘efeito McGregor’, o brasileiro garantiu que passará a jogar com as mesmas regras e que isso deve lhe garantir novos horizontes na organização. Mudança de pensamento que só foi possível após a reunião a portas fechadas com Dana White em Las Vegas (EUA), quando, após expor suas insatisfações com o evento, foi convencido a não se aposentar.

“O Frankie Edgar, na nossa primeira luta, ele tinha perdido duas e já veio direto lutar pelo dos penas”, relembrou. “Depois da nossa conversa com o Dana, a nossa mente se abriu muito. Passamos a entender muito o evento agora. Não é questão de tratamento. Lógico, ele vende, sempre vai ter a prioridade, mas agora vamos jogar as cartas também. Fui campeão dominante por muito tempo, então tenho direito de pedir também e vamos começar a pedir coisas que vão servir para nós”, analisou, antes de minimizar o cinturão interino conquistado por Max Holloway, seu próximo rival.

“Esse cinturão interino não vale p… nenhuma. Nem quando eu ganhei, já falei isso. É uma encheção de linguiça do c… que nego criou para cobrir evento. É isso que esse cinturão significa, tapar buraco. O campeão sou eu e estou esperando para defender meu cinturão. Se não for com ele, nem que eu faça uma superluta até mesmo em outro peso”, finalizou.

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