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"Cara de Sapato" promete estudar forma de minimizar golpes ilegais no UFC

Rigel Salazar/Ag. Fight
Imagem: Rigel Salazar/Ag. Fight

Ag. Fight

02/01/2017 06h00

 

Antônio ‘Cara de Sapato’ bateu o italiano Marvin Vettori por pontos na última sexta-feira (30), em Las Vegas (EUA), e anotou duas vitórias seguidas no UFC pela primeira vez na carreira. No entanto, o confronto reservou emoções curiosas para o atleta, que agora luta contra um incômodo estigma.

Essa foi a terceira luta em que o brasileiro aplicou golpes ilegais no octógono, o que por pouco não lhe custou um ponto negativo no primeiro assalto, quando em duas ocasiões viu o rival reclamar de dedadas nos olhos. Mesmo assim, o atleta aponta para o lado não intencional dos movimentos para amenizar o retrospecto.

“Cara, a gente nunca espera um golpe ilegal como aquele, um dedo no olho. Tanto que ele também me acertou um. Foi algo inesperado que infelizmente aconteceu. Sou um cara que gosta de jogar na distância. É difícil empurrar com a mão fechada, e mesmo que você esteja com o dedo para cima, na hora em que você empurra acaba pegando. É um momento muito rápido. Terminou acontecendo duas vezes. Mas aconteceu comigo também, de ele ter acertado o dedo no olho. Faz parte da luta”, narrou em conversa com jornalistas brasileiros após o duelo.

Com possíveis mudanças nas regras se aproximando, que devem tornar punições por golpes ilegais mais constantes, o peso médio (84 kg) brasileiro afirmou que pretende analisar com mais calma os movimentos executados no combate para buscar uma solução e evitar que isso se repita.

“Vamos esperar e tentar melhorar isso daí. Vamos ter que trabalhar um pouco nisso daí. Mas é algo tão inesperado… Você não quer dar uma dedada no olho do adversário. Quero uma luta limpa, não com um golpe ilegal. É a segunda luta que acontece, não é o tempo todo, mas já é a segunda. Vamos ver o que eu posso fazer para mudar”, garantiu.

Curiosamente, em sua última luta em Vegas, quando enfrentou Kevin Casey, Sapato viu o duelo ser interrompido e um ‘No Contest’ (luta sem vencedor oficial) ser decretado. E, além o cenário parecido, o brasileiro contou com o ‘agravante’ de ter o mesmo árbitro no octógono.

“Não fiquei com medo, para ser sincero, achei que podia perder ponto se acontecesse mais uma vez. A primeira pegou mais do que a segunda. O juiz só me alertou. Aquele tinha sido o juiz da minha luta com o Kevin Casey, que foi aquela do dedo no olho, e foi aqui em Las Vegas, no fim do ano. Falei: ‘Não vem com esse carma não’ . No treino, com luva de boxe, geralmente não acontece isso. É uma coisa inesperada, acontece muito com o Jon Jones, que gosta de jogar na distância”.

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