Esporte

Demian Maia lamenta queda de audiência das lutas no Brasil e compara UFC com WWE

06/02/2017 18h37

Diego Ribas

Demian Maia voltou a garntir que irá esperarpor sua chance pelo cinturão – Diego Ribas

Embora quase sempre longe dos holofotes devido ao seu temperamento calmo e pacato, Demian Maia é de longe o lutador brasileiro no UFC com o discurso mais articulado. E aos 39 anos, o especialista em jiu-jitsu deixou claro que não está satisfeito com a maneira como o evento está lidando não apenas com a indecisão sobre sua carreira mas também com o aspecto esportivo como um todo.

Perto de disputar o título dos meio-médios (77 kg), Demian terá que aguardar mais um pouco enquanto Tyron Woodley e Stephen Thompson lutam mais uma vez, em duelo marcado para março. No entanto, a organização do evento segue tentando convencê-lo a entrar no octógono antes de uma disputa de cinturão o que, de acordo com o atleta, deixa clara a falta de foco esportivo que se estabeleceu no UFC.

“Brasil é o segundo mercado do mundo. E no Brasil, a audiência do Canal Combate está caindo. Pode demorar, mas as pessoas vão ver que não é um esporte mais. Você não pode enganar pessoas o tempo todo. Claro, caras como Conor , que grande personalidade e faz grandes lutas, é ok. Mas pessoas como GSP, ele vendia muito e era um cara calmo. Acho que  temos que pensar UFC e MMA como esporte. Caso façamos isso, teremos 100 anos pela frente, com certeza. Caso não,será uma nova WWE. E já temos uma WWE e eles são os melhores no que eles fazem”, narrou durante entrevista ao programa ‘MMA Hour’ desta segunda-feira (6).

Com a possibilidade sempre presente de ser deixado para trás na fila rumo ao título em detrimento de uma disputa que possa vender mais pay-per-views, Demian voltou a reafirmar sua intenção de esperar até que sua oportunidade aparece, nem que para isso preciise ficar meses afastados das competições.

“As coisas estão confusas. Trabalho faz dez anos no UFC e nunca vi coisas assim. Sou o desafiante número um, evou esperar. É difícil esperar tanto, o ideal seria estar ativo, mas sei que toda luta tem um risco. Tenho que ser paciente e então vou esperar”, prometeu o atleta que não compete desde agosto de 2016.

Com tantos nomes oferecidos para que ele retornasse ao octógono, a chance de se arriscar e perder sua oportunidade fazem com que Demian espere. No entanto, tal postura pode beneficiar outros rivais que, em atividade, podem se crendenciar para a disputa também. Cenário este que foi descartado pelo paulista.

“Eu entenderia o GSP . Claro que ficaria preocupado se ele voltasse agora,mas não acho que isso vai acontecer. E caso aconteça eu acho que ele escolheria uma lutas antes do cinturão. Nick Diaz? No meu ponto de vista, acho que eles poderiam fazer. Mas se você ver como um esporte,não é a maneira correta. Ele não vence uma luta faz tempo”, encerrou.

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