Esporte

Glover Teixeira compara seu estilo de luta ao de Wanderlei Silva

William Lucas/inovafoto
Imagem: William Lucas/inovafoto

Ag. Fight

08/02/2017 09h00

Vencer por decisão dos juízes não é algo comum na carreira de Glover Teixeira. Com 25 triunfos nos seus quase 15 anos como atleta profissional de MMA, o veterano teve o braço erguido 23 vezes sem precisar das papeletas dos jurados. E o segredo para o sucesso é simples. De acordo com o mineiro, tudo acontece em função de seu estilo de luta, já que ele sempre se arrisca, o que lhe garante, de acordo com analise própria, semelhança com um velho conhecido da torcida brasileira.

Em conversa com a reportagem da Ag. Fight, Glover comparou seu estilo de luta ao de Wanderlei Silva e apontou que, assim como ele, o ‘Cachorro Louco’ está sempre andando para frente e se arriscando em seus duelos. Segundo o meio-pesado (93 kg), o objetivo é garantir a vitória de forma rápida e proporcionar um show para o público ao mesmo tempo.

“Eu acho que você tem que arriscar. No meu jogo eu sempre arrisco muito. Eu e o Wanderlei Silva, me comparo a ele. Não em termos do que ele já fez para o esporte, porque eu não fiz nem a metade. Mas o estilo de luta, um estilo que arrisca. A gente arrisca para finalizar a luta rápido e para trazer uma emoção para o público. E por isso, acontece de tomar uns (socos) também. É tudo muito intenso, sempre dentro do raio de ação. Eu não fico me movimentando muito, eu fico dentro do raio de ação. Sempre andando para a frente”, afirmou.

Na análise de Glover, um exemplo de um lutador que não se arrisca é justamente o maior campeão da história dos meio-pesados do UFC: Jon Jones. O mineiro explicou que ‘Bones’ precisa ser pressionado no octógono e prometeu adotar essa estratégia se tiver a oportunidade de vingar a derrota para o ex-campeão que quebrou sua sequência de 20 vitórias consecutivas.

“Ele é um cara que não arrisca. É um excelente lutador, mas é um cara que não se arrisca em momento algum. Se você assistir à última luta dele contra o Ovince St. Preux, você vai ver que a luta foi chata. Dois caras parados, sem se arriscar. Tem que pressionar ele. Minha estratégia seria a mesma da última luta. Pressionar ele. Na última luta, infelizmente, ele foi melhor. Estava mais forte e machucou meu braço no início do segundo round, complicando a minha vida. Mas o Jon Jones tem que ser pressionado. Se você deixar ele colocar na distância dele e deixar ele começar com aqueles chutes…”, analisou.

Escalado para enfrentar Jared Cannonier no UFC 208, show que será realizado no próximo sábado (11) em Nova York (EUA), Glover não competiu na seletiva do ADCC que aconteceu no último final de semana na cidade do Rio de Janeiro. No entanto, o mineiro garantiu que tem vontade de participar do torneio de grappling e avisou: se for convidado, estará no tatame do evento.

“Se me convidarem eu luto (no ADCC). Eu gosto do ADCC, já lutei anteriormente, mas como estou com luta marcada eu não fiz a seletiva que rolou agora. Mas se me convidarem eu estou dentro. Fica meu pedido aqui”, finalizou.

Exímio lutador de boxe e faixa preta de jiu-jitsu, Glover ocupa atualmente a terceira posição no ranking dos meio-pesados do UFC. Aos 37 anos de idade, o veterano coleciona na carreira um cartel com 25 vitórias e cinco derrotas.

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