Esporte

"Vacinado" por brasileiros, Sam está pronto para ser hostilizado no Canadá

Ag. Fight

18/02/2017 06h00

Florian Sadler

Nos embalos de ‘Uh, vai morrer’, a torcida brasileira se destaca como uma das mais animadas no mundo das lutas. E quem garantiu isso recentemente foi o americano Sam Sicilia, que fará parte do UFC Halifax, realizado na província Nova Escócia (Canadá) no próximo domingo (19). Na ocasião, ele enfrentará o atleta local Gavin Tucker que, embora conte com o apoio das arquibancadas, não parece intimidá-lo. E a razão para isso é simples: ele já lutou no Brasil.

Experiente no Ultimate, Sicilia basicamente já deu a volta ao mundo ao longo de sua carreira no MMA. Apenas nos últimos três anos, o barbudo esteve em cards de eventos no Japão, na Coreia do Sul e na Suécia, por exemplo. E mesmo com toda essa bagagem, ele revelou que é a torcida brasileira que mais lhe chamou a atenção. De acordo com o americano, que já competiu no país em duas oportunidades, depois de passar pelas terras canarinhas qualquer atleta está vacinado para aguentar a pressão de qualquer lugar.

“Você sempre sente a pressão. É uma boa pressão.  Já sabia que estava vindo para Halifax e eles teriam alguns lutadores locais no card. Essa questão (da torcida) não me incomoda muito. A única vez, e te digo que a única vez que eu percebi isso foi no Brasil, eles são malucos por lá. Tenho certeza que terá muito apoio para ele (Tucker) aqui, mas lá eles te odeiam, são loucos. Aqui sei que eles torcerão pelo garoto mas ao final da luta… O que é ótimo”, relatou em recente conversa a reportagem da Ag. Fight em Halifax.

Atualmente com 31 anos, Sicilia terá a chance de apagar a má fase que vive no Ultimate no próximo domingo. Ele, que não vence desde julho de 2015 e acumula duas derrotas consecutivas, revelou ter pedido para lutar há algum tempo, e fez questão de reclamar de Sean Shelby, matchmaker do UFC (responsável por casar as lutas), pela demora em lhe conseguir um oponente. Isso porque, naturalmente, o americano precisa vencer para pensar em novos caminhos para sua carreira.

“Estava ligando para o Sean (Shelby) e tentando conseguir lutas. E ele me disse: ‘Espero um pouco, eu já devo ter uma luta para você’, e demorou tanto tempo. Eu não estava machucado nem nada do tipo, estava treinando e mesmo assim demorou tanto. Eu gostaria de me manter mais ativo, me sinto melhor quando estou competindo mais. Já cheguei a lutar onze vezes em um ano porque eu gosto disso, de competir e voltar. Independente de contra quem seja, eu estarei dentro”, afirmou.

E após analisar sua fase na organização, o atleta não poupou um antigo adversário brasileiro do Ultimate. Sicilia enfrentou Godofredo ‘Pepey’, ex-participante do TUF Brasil (reality show), em novembro de 2013, e venceu por nocaute técnico. E apesar do longo intervalo de tempo e de ter levado a melhor no combate, o americano ainda demonstra estar engasgado com o cearense.

“Aprendi nesse esporte que existem muitos caras que estão aqui para competir, lutamos pelo mesmo sonho. Um cara como Godofredo Pepey é um idiota. Mas esses outros cara lá estão fazendo a mesma coisa que eu e tentando pegar o meu lugar. Isso é uma competição, cara”, completou.

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