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Belfort abre as portas para revanche com Spider: "Se valer economicamente"

Josh Hedges/Zuffa LLC
Imagem: Josh Hedges/Zuffa LLC

Ag. Fight

20/02/2017 15h01

Se hoje o MMA é um esporte que carrega multidões aos ginásios e arenas e gera índices de audiência que o garante como a segunda modalidade preferida no Brasil, muito se deve à disputa principal do UFC 126. Realizada no dia 5 de fevereiro de 2011, a então apelidada ‘Luta do Século’ colocou frente a frente os ex-parceiros de treino Anderson Silva e Vitor Belfort em duelo válido pelo cinturão dos médios (84 kg). Mas seis anos depois e em situações diferentes em suas carreiras, os atletas voltam a ter seus nomes na mira dos fãs.

O cenário, por sinal, parece propício. Mesmo que longe da boa fase e das sequências de vitórias que os colocaram no topo da divisão, tanto o ‘Spider’ quanto Belfort ainda garantem índices de audiência e engajamento do público compatíveis ou por vezes maiores do que os de grandes nomes do esporte como José Aldo, Fabrício Werdum e Junior ‘Cigano’. Desta forma, por que não pensar em uma revanche?

“Com certeza”, garantiu Vitor Belfort em conversa exclusiva com a reportagem da Ag. Fight. “Mas não é algo que: ‘Ah, preciso disso porque ele me venceu’. Não, já passou. Mas, economicamente, se valer para os dois, por que não? Se os fãs querem ver. Dinheiro eles têm para fazer acontecer”.

Aos 39 anos e com duelo marcado para o próximo show do UFC no Brasil, em março, Vitor não parece disposto a interromper sua jornada no MMA em breve. Com mais de 20 anos de dedicação ao esporte, o carioca apelidado de ‘Fenômeno’ voltou a ventilar a possibilidade da criação de uma categoria de veteranos. Talvez como forma de prolongar sua carreira ou até mesmo com a intenção de apresentar um produto novo ao público.

“Fico feliz em saber que a gente tem uma resposta tão grande do público. Não só no Brasil, mas no mundo inteiro. É legal ter um grande valor, e sei que não vai durar para sempre. Existe uma janela. Tem que saber hora de fechar ou abrir outra”, afirmou com o seu já conhecido estilo empreendedor.

“O primeiro passo seria criar uma categoria de Masters. Vários esportes têm. Se o Anderson quer lutar até os 50 anos e se sente bem, por que não? Mas aí teríamos regras novas para essa divisão. E, quem sabe, poderíamos ter desafios em categorias diferentes, quando um master enfrenta um atleta nas regras dele. Por que não? Não existe master. A gente não cria nada novo”, finalizou em tom de alerta.

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