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Inocentada em caso de doping, Cyborg faz "limpa" em redes sociais

Eraldo Peres/AP
Imagem: Eraldo Peres/AP

Ag. Fight

21/02/2017 06h00

Mesmo sem lutar, Cris ‘Cyborg’ foi um dos principais nomes do MMA nos últimos dias. A brasileira foi inocentada da suspeita de doping que ela vinha sendo investigada desde dezembro do ano passado e está livre para atuar na sua divisão de origem, a dos penas (66 kg), no maior torneio de MMA do mundo. Mas foram tempos difíceis que a curitibana atravessou com muitas pessoas duvidando de suas palavras e a criticando principalmente nas redes sociais.

E foi por isso que Cyborg tomou uma atitude mais drástica com relação aos "haters". Em entrevista concedida ao programa ‘MMA Hour’, a brasileira falou bastante de tudo o que teve que ler e ouvir durante o período em que ficou em julgamento. Nas redes sociais foi fácil evitar maiores aborrecimentos e a campeã do Invicta fez questão de bloquear aqueles que a importunavam. Atitude essa, aliás, que não tem mais volta, segundo a própria lutadora.

“É muito fácil julgar alguém. Estou orgulhosa que muita gente me manda mensagem pedindo desculpa e pedindo para desbloquear . Todas as pessoas que eu bloqueei no Twitter, Instagram ou Facebook eu não vou desbloquear novamente. Esses caras terão que fazer outro perfil. E se quiser me seguir ok, mas se não quiser ok também. Realmente, se falou coisas contra mim eu bloqueio e não existe o processo de desbloquear. Eu sabia que era apenas um tempo para provar que eles estavam errados. Com certeza quando eles foram julgar novamente eles vão pensar duas vezes”, afirmou a brasileira.

E não foram apenas os seus antigos seguidores que tiraram Cyborg do sério. A atleta também reclamou de Joe Rogan, comentarista oficial do UFC e que também participa e apresenta outros programas. De acordo com a curitibana, o repórter a condenou antes mesmo de aguardar o julgamento final do caso.

“É, as pessoas julgam antes. O problema é que algumas pessoas como Joe Rogan, que começam a falar que eu sou uma trapaceadora e que vou ser banida pela vida inteira… As pessoas acreditam nisso. As pessoas não esperam a investigação da USADA. Eles julgam. Isso envolve muitas coisas. Eu perdi fãs e patrocinadores. Mas continuei trabalhando com a minha equipe e fiz de tudo para ajudar a investigação com a USADA. Foi um tempo difícil para mim”, lamentou.

Mesmo inocentada do caso de doping, Cyborg é muito cética com relação ao que virá pela frente. A curitibana duvida que as pessoas não vão mais criticá-la ou até mesmo acusá-la de ter trapaceado. E ela usou como exemplo a ex-campeã dos galos (61 kg) e sua eterna rival Ronda Rousey.

“As pessoas ficam falando que sou uma trapaceadora de qualquer jeito. Antes a Ronda ficava falando porcarias de mim, ela tentava arruinar meu nome falando muitas coisas há uns cinco anos – acho que porque queria evitar uma luta comigo. Mas todos sabem a realidade. Ela perdeu duas lutas e não voltou depois de um ano da derrota. As pessoas enxergam isso. Quem realmente me segue enxerga isso. Claro que sempre terei haters e eu amo meu haters, porque eles me desafiam a ser ainda melhor e mostrar que eu realmente sou”, concluiu.

Apesar de estar liberada para lutar, Cyborg ainda não sabe quando voltará ao octógono. A brasileira vem fazendo campanha para atuar no UFC 212, que acontecerá no dia 3 de junho no Rio de Janeiro.

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