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Jessica Aguilar fala quando voltará ao octógono e sonho de cinturão

Alexandre Loureiro/Inovafoto/UFC
Jessica Aguilar (à esquerda) não luta desde que foi derrotada por Claudia Gadelha Imagem: Alexandre Loureiro/Inovafoto/UFC

Ag. Fight

06/03/2017 08h00

 

Ex-campeã do WSOF, Jessica Aguilar foi contratada pelo UFC no início de 2015 e rapidamente se tornou um dos maiores nomes da então recém-criada categoria dos pesos-palhas (52 kg). No entanto, uma série de imprevistos deixaram a veterana, dona de um currículo mais vitoriosos do MMA feminino, de molho desde agosto de 2015, quando estreou com derrota para Claudia Gadelha no octógono.

Com uma lesão no ligamento do joelho, Jessica precisou de seis meses para voltar a treinar e, de volta à rotina pesada na academia, a atleta de 34 anos garante que está em forma para não apenas voltar a competir, mas voltar a trilhar o caminho rumo ao sonho de disputar o cinturão do UFC. E uma data já aparece como ideal para a mexicana naturalizada americana.

“Tenho um acordo com o UFC para lutar no card do 211. Não assinei ainda, mas deve ser a Maryna Moroz. Nós tivemos um breve desentendimento nas redes sociais e concordamos em lutar, só falta assinar. Mas senão for ela, será outra adversária no UFC 211”, confirmou em conversa com a reportagem da Ag. Fight deixando clara sua vontade de por fim ao jejum de competição.

Na rusga em questão com a possível rival, Jéssica foi chamada de ‘titia’, em alusão não apenas à sua idade, mas ao excesso de lutas feitas na carreira, o que seria uma provocação para deixar evidente que elas fazem parte de gerações diferentes do MMA. O que não parece incomodar a ex-campeã do WSOF.

“Acho que ela é a melhor adversária para mim. Mas estou voltando, luto com qualquer um. Tenho um time e temos que trabalhar certo. Escutei que ela queria lutar em maio, perguntei e ela me chamou de tia. Acho que ela quer essa luta também. Mas não sinto nada quanto a isso. Nada pessoal, e nem quero”, analisou.

Rumo ao cinturão?

De volta à ativa e carregando não apenas seu currículo ao octógono como também o mercado mexicano, tão importante ao UFC, a lutadora pode se aproveitar da falta de novas rivais para a campeã Joanna Jedrzejczyk e pensar em furar a fila rumo ao cinturão. Hipótese que não parece desagradar, embora ela se apresse em levantar uma ressalva.

Parceiras de academia na America Top Team, Jessica e Joanna, assim como Nina Ansaroff e Tecia Torres, teriam um acordo de só se enfrentarem no octógono em caso de uma disputa de cinturão. Caso contrário, a amizade e respeito pelo time ficaria em primeiro lugar.

“A única maneira seria competir pelo título. A não ser por isso. A Joanna é uma parceira de time, e é legl ter as melhores no seu time. Somos a maior academia de MMA do mundo para mulheres e para homens. Treinamos untas e temos uma boa relação”, apontou antes de analisar uma coincidência.

Justamente no card do UFC 211, a ser realizado na cidade de Dallas, não apenas Jessica retornará ao octógono como a polonesa também defenderá seu título contra a brasileira Jéssica ‘Bate-Estaca’. NAda,porém, que garanta atenção especial ao duelo.

“Então, eu realmente não foco nas oponentes ou possíveis oponentes. Meu objetivo sempre foi ser a melhor do mundo e ser a melhor atleta que eu posso ser. Sempre treino querendo aprender e evoluir, então não tenho como ver essa luta pensando algo mais”, desconversou.

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