Esporte

Belfort minimiza receptividade da torcida com seu rival: "Brasileiro gosta de festa"

Ag. Fight

09/03/2017 13h39

Tobias Bunnenberg

Vitor Belfort e Kelvim Gastelum duelam neste sábado – Tobias Bunnenberg

Vitor Belfort foi o lutador mais ovacionado durante o treino aberto para o UFC Fortaleza realizado na última quarta-feira (9). Gritos de incentivo e aplausos acompanharam cada movimento do veterano de 39 anos que, no entanto, não viu esse apoio se reproduzir em vaias e pressão ao rival Kelvim Gastelum, lutador que também caiu nas graças dos fãs. Nada, porém, que pareça incomodar o’Fenômeno’.

Em conversa com jornalistas nessa quinta, Vitor relevou que a falta de pressão por parte da torcida não interfere no seu modo de encarar a luta. Até porquê, o oponente de 24 anos sobrou no quesito carisma ao se arriscar em entrevistas em português e interpretar hits do cantor’Wesley Safadão’.

“Não estou muito focado nisso não. Não tenho controle. O brasileiro gosta de festa e de graça, somos receptivos. A minha torcida está em casa”, afirmou se referindo à família.

Garantindo que espera um adversário buscando a luta de chão e evitando seus velozes socos, Vitor analisou seu camp. Treinando durante oito semanas nos EUA com um time formado basicamente por brasileiros, o carioca descartou a falta de comando na equipe recheada de amigos.

“Eu tive que seguir ordens, não determinei nada. Na verdade, o headcoach é o time. Existe uma grande falha quando você está fazendo um esporte que são várias valências… Tive vários treinadores. São pessoas que se reuniam com o time. O problema de uma equipe é quando ele é dividida em cima de uma pessoa só. Temos um time e tomamos decisões juntos”, garantiu.

Com 15 anos de diferença entre ele e o adversário, Belfort celebra 20 anos de carreira esse ano e, ressaltando sua experiência, o atleta parece disposto a dar um novo ‘sprint’ no octógono antes de pendurar suas luvas. E para isso, nada melhor do que se reinventar.

“Quem sou eu para achar uma coisa. No meu primeiro cinturão ele tinha quatro para cinco anos . É prazeroso estar em atividade e lutar com pessoas que te admiravam e te viram crescer. Nem todo mundo poderá ter isso na vida”, finalizou.

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