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Jacaré ironiza inatividade de Bisping: "Estou ganhando mais do que ele"

Ag. Fight

05/04/2017 15h53

Jacaré recebeu a imprensa em um hotel no Rio de Janeiro - Felipe Castello Branco

Jacaré recebeu a imprensa em um hotel no Rio de Janeiro – Felipe Castelo Branco

Ex-campeão do Strikeforce e dono de um currículo com sete vitórias e apenas uma derrota no UFC, Ronaldo ‘Jacaré’ vive momento curioso em sua carreira. Impactado diretamente pelas ‘money fights’ (lutas com alto poder de venda nos EUA), o brasileiro foi deixado de lado na briga pelo cinturão enquanto Michael Bisping, campeão dos médios (84 kg) que não luta desde outubro, segue esperando por Georges St-Pierre. E é essa demora em definir o futuro da categoria que incomoda o brasileiro.

Ao mesmo tempo em que seus triunfos impactantes sobre Tim Boetsch e Vitor Belfort garantiram posição de destaque na divisão, Jacaré terá que esperar ainda mais. Afinal, além de Bisping x GSP ter sido confirmado mas ainda seguir sem uma data, Yoel Romero, próximo da fila para disputar o cinturão, preferiu esperar sua vez sem enfrentar ninguém até lá. Por isso, restou ao brasileiro encarar novo desafio no próximo dia 15 de abril, quando encara o australiano Robert Whittaker.

“Eu já fui muito ansioso. Hoje em dia eu não sofro mais, sou tranquilo e resolvido com meu trabalho. Estou no UFC e ganhando um bom salário. Ganhando mais do que o Bisping, já que vou fazer minha terceira luta e ele não luta . Se ele for viver de pay-per-view, ele está morto, porquê a luta dele com o Dan Henderson foi uma b…”, bradou durante conversa com jornalistas nesta quarta-feira (5), no Rio de Janeiro, dando notoriedade à sua drástica mudança de atitude.

Em um passado não muito distante, Jacaré preferia não criticar os rivais e pregar por um clima de respeito máximo na organização. E a motivação para isso era clara: garantir um ambiente saudável para que todos os artistas marciais pudessem exercer suas funções dentro do octógono. Ao mesmo tempo, o ex-campeão de jiu-jitsu não economizava na hora de pedir por uma chance de disputar o cinturão. Postura que não faz mais sentido para ele no momento.

“Não aconteceu porque não tinha que acontecer. Mas algumas vezes eu não falei a verdade, o que eu tinha que falar. Se fosse para fazer algo diferente, eu falaria mais a verdade. “Olha, esse cara é um frouxo”. Antigamente, eu ficava calado. Mudaria isso. Estou falando a verdade, apenas isso. Deveria ter feito isso há mais tempo. A gente que vem do Brasil tem essa coisa de respeito. Muitas vezes falar a verdade não quer dizer que você está desrespeitando”, analisou, preferindo não entrar nos detalhes que motivaram tal mudança midiática.

Mas, apesar do discurso mais ácido contra os rivais – Jacaré repetiu diversas vezes que Michael Bisping e Luke Rockhold estão fugindo dele -, o brasileiro salientou que não pretende aderir à grande tendência do MMA atual: as money fights. Na onda do sucesso financeiro do furacão irlandês Conor McGregor, diversos atletas passaram a focar nos confrontos que renderiam mais lucro, mesmo que para isso o cinturão e o ranking oficial fossem deixados de lado.

“Parei de pensar no cinturão, parece que estou correndo atrás do vento. Estou trabalhando, fazendo meu passo de cada vez. Não adianta pedir , tenho que trabalhar. Ganhar dinheiro é muito bom, mas não adianta ganhar dinheiro e perder a dignidade. Quem manda no UFC são os patrões. Se a money fight acontece é porque o UFC permite. Não posso fazer nada”, deu de ombros, já conformado com sua situação no maior evento de MMA do mundo.

Por fim, como não poderia deixar de ser, Jacaré respondeu seus críticos. Especialista em jiu-jitsu, o atleta de 37 anos ainda apresenta certas falhas em seu jogo de luta em pé, principalmente no que diz respeito à sua movimentação no octógono. Quase sempre plantado no centro do cage, ele compensa, no entanto, com o forte punch que carrega em seus direitos e cruzados. Da mesma forma que, apesar de não dominar com fluência a língua inglesa, consegue reverter a situação de desvantagem e se comunicar a ponto de garantir que isso não é um problema para sua popularização nos EUA.

“Consigo me comunicar em inglês. Consigo pedir comida em inglês. Entendo o que os fãs falam e consigo me comunicar. Mas os fãs pagam para ver luta. As pessoas falam da minha trocação. É fácil defender minhas quedas e me bater em pé, né? Mas ninguém está conseguindo. No octógono, quando dou minha primeira mãozada eu vejo os caras arregalarem os olhos. Vejo diferença. Até gosto quando falam que eu não mexo a cabeça. Vejam minhas lutas. Ninguém me espancou em pé, nem o Mousasi”, finalizou.

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