Esporte

Royce descarta regras especiais em retorno e revela que filho quer lutar MMA

07/04/2017 06h00

Royce Gracie venceu três torneios nos primórdios do UFC – Reprodução

Enquanto o MMA e mais precisamente o UFC continuarem a crescer em popularidade ao redor do mundo, o nome de Royce Gracie automaticamente será carregado junto. Vencedor de três dos quatro primeiros torneios do show, ainda na década de 90, o brasileiro, hoje aos 50 anos, foi a primeira estrela global do esporte, o que lhe garante respaldo para, caso queira, retornar aos cages. E tal possibilidade parece ter voltado ao seu radar.

Afinal, Matt Hughes, atleta que o nocauteou em duelo realizado em 2006, afirmou recentemente que pode voltar a competir. Nada mais justo ao olhar dos fãs, então, que uma revanche seja realizada no Bellator, organização que Royce representa como garoto-propaganda e que foi palco de sua última apresentação, em fevereiro de 2016.

“O show ainda não falou comigo sobre isso. Então… Não sei se o Hughes fechou com o show. Estive com eles esse fim de semana e o Hughes estava lá também… Ninguém me falou nada, mas sou um lutador. Estou tentando parar, mas é difícil . Seria uma luta boa, sem dúvidas, e claro que estou aberto. Seria uma luta que os fãs querem ver”, narrou em conversa por telefone com a reportagem da Ag. Fight.

Garantindo estar sempre em forma mesmo com o excesso de viagens, Royce revelou que precisaria de três meses para estar pronto para uma nova disputa. Com a fala mansa e frases pausadas que marcam seus discursos, o veterano afastou a possibilidade de aceitar regras especiais para o seu confronto por duas razões.

A primeira delas é que, ao contrário dos combates que travou no início da carreira no UFC ou das lutas realizadas no Japão, as comissões atléticas americanas regem o esporte e exigem limite de diferença de peso entre os competidores e tempo máximo para o combate. Desta forma, como ele não enfrentará mais rivais super-pesados, a divisão em rounds lhe cabe bem. Por fim, e não menos importante, o lado lutador lhe garante uma certa repulsa por uma suposta necessidade de “regras especiais”.

“Eu não faço a regra, nunca pedi regra especial. No Japão, eu pedia sem limite de tempo porque não tinha peso. Então, lutando com um cara com mais de 100 kg, eu dava o peso e ele me dava o tempo. Por isso eu pedia. Não é que eu pedia regra especial. E agora com as comissões não tem motivo. Não precisa tempo do round ou tamanho da luva, isso não existe. Minha luta com o Ken Shamrock foi com regras iguais”, relatou demonstrando surpresa ao ser informado da ideia de Vitor Belfort sobre a ‘Liga das Lendas’.

O plano de Vitor, revelado em primeira mão em conversa com a Ag. Fight, é promover duelos entre veteranos do esporte que já não competiriam no mesmo nível dos atuais lutadores. Para isso, no entanto, algumas mudanças nas regras fariam sentido para otimizar os duelos e garantir a atenção dos fãs. Cenário este que foi rapidamente descartado por Royce.

“Não tinha escutado sobre essa ideia. Mas o Bellator já está fazendo isso, e sem mudar regra. Não muda nada. Tem lutas que são dos caras que não competem por ranking. Estão lutando porque trazem público, e o público gostaria de ver eles em ação. Não vejo porque mudar as regras. Minha luta com o Ken Shamrock foi assim. Não mudou e não tem o porquê mudar. O Wanderlei contra o Sonnen, por exemplo, não tem nada com ranking, é uma luta que os fãs querem ver. O povão gosta”, analisou, antes de finalizar a conversa com uma grande novidade aos fãs.

Aos 20 anos, o faixa-roxa Kheydon Gracie é o único dos quatro filhos (três homens  e uma mulher) de Royce que optou por seguir os passos de lutador e representar a família nos cages de MMA. No entanto, nenhuma pressão por data será feita, já que o próprio pai-coruja garantiu que ainda não é o momento certo para isso.

“Tenho um que está querendo lutar. O Kheydon vai fazer, mas ainda está muito novo. ele é faixa-roxa, tem 20 anos. Mas quer lutar. Acontece que só vamos cruzar essa ponte quando chegarmos nela. Não estou pressionando, não sou dono do tempo. Mas quando chegar a hora, vai ser maneiro”.

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