Esporte

José Aldo se rende ao trash talk no MMA: "Tem que xingar até a mãe"

12/04/2017 06h00

José Aldo deixou claro o seu recado quando o assunto é trash talk – Reprodução

Por anos, José Aldo manteve uma invencibilidade notória no MMA que lhe garantiu o status de primeiro campeão peso-pena (66 kg) do UFC. As seguidas vitórias, sempre regadas à uma postura calma de um atleta profissional, no entanto, não garantiram o retorno financeiro merecido. Tanto que, curiosamente, o maior salário já recebido pelo atleta foi em sua única derrota no octógono mais famoso do mundo, quando acabou nocauteado por Conor McGregor. E isso parece ter mudado seu comportamento.

De fato, no último ano Aldo se mostrou mais ácido nas entrevistas e se dedicou de forma inédita a responder provocações e marcar território sempre que afrontado pelos oponentes. E na última terça-feira (11), durante entrevista coletiva na cidade do Rio de Janeiro, o campeão linear do UFC narrou que sua mudança de comportamento é proposital.

“Quero ser campeão, manter minha honra, mas para mim não vale mais me manter como bom mocinho. O negócio é falar e xingar.  Mas os atletas sabem o que acontece por trás. Tem que ter provocação. Hoje em dia quem casa lutas são os atletas. Tem que xingar a p… toda, xingar até a mãe. É isso que vai dar dinheiro”, analisou o brasileiro, garantindo que a motivação é exclusivamente financeira.

“Troca de farpas é bom, gera dinheiro. Não tem o negócio de lutador nutella e lutador raiz? Hoje em dia está uma palhaçada. Se não fizer algo do tipo, você não luta. O ranking não serve de nada, tem que falar e provocar, vender a luta. Para mim é normal. É isso que eu estou pensando hoje em dia”, narrou.

A postura de Aldo mudou ainda mais depois que ele ensaiou uma aposentadoria em 2016. Irritado com a demora do UFC em lhe garantir uma revanche com Conor McGregor, o atleta decretou o fim de sua carreira e revelou vontade de migrar para o boxe. No entanto, uma reunião com Dana White e uma possível renovação salarial pareceram acalmá-lo. E,talvez com isso em mente, o veterano deixou claro que tem outras metas ainda mais audaciosas.

“A categoria deu uma parada. Não só a minha, mas a dos leves também. Tentamos fechar luta na de cima, mas não deu. Quero fazer super lutas e desafiar oponentes. Depois de vencer , tenho tudo programado na cabeça”, finalizou.

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