Esporte

Rony 'Jason' revela drama familiar durante pior fase da carreira

19/04/2017 16h47

Rony Jason atravessa o pior momento de sua carreira como profissional – Marcel Alcântara

Vencedor do primeiro TUF Brasil em 2012, Rony ‘Jason’ foi contratado pelo Ultimate como uma das grandes promessas do MMA brasileiro. Contudo, depois de duas vitórias e um início promissor na organização, o cearense não se encontrou mais e, atualmente, com três derrotas em suas últimas quatro apresentações, vive o pior momento da carreira. Quem esteve presente no UFC Fortaleza, em março passado, se comoveu com o choro do peso-pena (66 kg) após o revés diante de Jeremy Kennedy. No entanto, o que muita gente não sabe é que o lutador atravessou sérios problemas familiares que podem até explicar o seu rendimento abaixo do esperado.

Durante uma conversa com a reportagem da Ag. Fight, Jason contou que foi pego de surpresa durante seu camp para o UFC Fortaleza com a notícia de que seu irmão teria tido uma recaída em sua luta contra o uso de drogas. Diante da situação, o cearense se viu obrigado a paralisar o seu treinamento faltando menos de quatro semanas para o duelo e ir ao auxílio do familiar.

“Não fiz nada de diferente, só que coisas que aconteceram fora do octógono podem ter influenciado. Hoje ganho muito bem pelo o UFC, mas as cobranças vêm de todos os lados, principalmente por familiares. Poucos sabem, mas 25 dias antes dessa minha luta eu tive que sair do meu camp para ir atrás do meu irmão que teve uma recaída nas drogas. E ele era uma pessoa vital para meu camp, por isso ele não entrou comigo dessa vez, porque está internado”, revelou.

Atleta profissional de MMA desde 2006 e morando longe da família há alguns anos, Jason parece ter se abalado com o drama de seu irmão e deixou claro que considera voltar a morar no Ceará. De acordo com o atleta, ele pretende residir em sua cidade natal e seguir fazendo camps no exterior ou em outros estados.

“Estou há 17 anos longe da minha família, dos meus amigos e filhos… Sinto falta, vejo reuniões de família, meus primos juntos e eu sempre longe e com compromissos. Não vi meus filhos crescerem nem minha mãe envelhecer. Esses foram alguns dos motivos. Posso morar aqui e fazer camp fora”, declarou.

Apesar dos péssimos resultados conquistados nos últimos anos, Jason não parece intimidado com um possível risco de demissão do Ultimate. Na opinião do cearense, o seu estilo aguerrido e o fato dele sempre buscar terminar a luta sem a necessidade das papeletas dos jurados contam a seu favor para que ele permaneça no maior torneio de MMA do mundo.

“Risco sempre existiu sempre, pois é subjetivo. Mas, muitos gostam do meu jeito – não sou de enrolar luta. Hoje existem atletas que lutam com um ‘manualzinho’ debaixo do braço, como foi o caso dos meus últimos adversários. Me arranjem oponentes que entrem lá para matar ou morrer, que garanto que será uma p*** luta. Eu mato ou morro nas minhas lutas. Não enrolo”, apontou.

Exímio lutador de jiu-jitsu com oito triunfos por finalizações em seu currículo, Jason venceu Damon Jackson no UFC Goiânia, em 2015, mas o duelo teve o seu desfecho modificado para sem resultado depois que o peso-pena foi flagrado em um exame antidoping. Aos 33 anos de idade, o cearense coleciona na carreira um cartel com 14 vitórias, sete derrotas e um no contest.

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