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"Guerra Mexicana" no boxe toma conta dos EUA em superluta

Reprodução/Youtube
Canelo e Julio César Chaves Jr Imagem: Reprodução/Youtube

Ag. Fight

06/05/2017 06h00

 

Não são poucos os ingredientes que garantem o status de superluta ao embate entre Saul "Canelo" e Julio César Chavez Jr., programado para este sábado (6) na cidade de Las Vegas (EUA). Mas todos eles passam pela rivalidade entre os ídolos mexicanos, que disputam ponto a ponto o posto de maior ídolo do pugilismo da atualidade em seu país. E o resultado deste combate deve garantir ao vencedor a liderança momentânea neste seleta corrida.

Campeão mundial em duas categorias de peso diferentes, Canelo, que aos 26 anos já ostenta 48 vitórias, um empate e uma derrota como profissional, chegou a provocar dizendo que era o maior boxeador da história do México. O discurso ácido e preciso, porém, não foi direcionado ao rival deste sábado, mas sim ao pai do oponente.

Com o mesmo nome do filho, Julio César Chavez somou 107 triunfos no boxe e apenas seis derrotas, cartel que o elevou ao status de mito em sua terra natal e terminou por jogar pressão de sobra para que o herdeiro também tivesse sucesso nos ringues. Motivo esse que chegou a ser apontado como uma das razões para que Jr. oscilasse nos últimos anos, fosse flagrado em um antidoping e colecionasse as duas únicas derrotas de seu currículo (que conta com 50 vitórias).

Mas, ao que parece, a provocação do adversário e a cobrança pessoal por honrar o nome de seu pai (que também perdeu duas vezes para Oscar de La Hoya, empresário de Canelo) falaram mais alto. Melhor fisicamente do que nunca, Jr. aceitou o peso-casado de 164,5 pounds (74,600), dois quilos a menos do que costumava lutar, e cravou abaixo da marca diante dos fãs em Las Vegas na última sexta.

A confiança era tanta que ele assinou uma cláusula contratual que lhe garantia multa de um milhão de dólares caso não batesse o peso corretamente. E ao fazê-lo, pareceu bem maior do que Canelo, que para a disputa fez o contrário e subiu dois quilos para enfrentar o rival 10 cm maior e de envergadura superior.

Com a escolha da categoria feita e a ausência de cinturões em jogo, a luta ganha mais apelo ao levar para os EUA seu palco de definição. Rivais por anos, os pugilistas garantiram venda total dos quase 20 mil ingressos colocados à venda no ginásio T-Mobile Arena, em Las Vegas, maior cidade do estado de Nevada e um dos grandes berços da comunidade latina no país.

E como recompensa ao poder midiático gerado, nada mais justo do que as bolsas acordadas para o duelo. Enquanto o jovem Canelo levará pouco mais de 20 milhões de dólares pela disputa, seu rival de 31 anos, ex-campeão em duas divisões de peso, receberá quase 6 milhões. Valores este que ainda serão inflados pela participação nas vendas de pay-per-view. Os ringues americanos nunca foram tão mexicanos assim.

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