Esporte

'Bate-Estaca' explica como proibição da mãe a fez trocar futebol por MMA

Ag. Fight

08/05/2017 16h24

Jéssica ‘Bate-Estaca’ enfrentará Joanna Jedrzejczyk no UFC 211 – Felipe Castello Branco

Jéssica ‘Bate-Estaca’ está muito próxima de fazer a luta mais importante de sua carreira. A paranaense enfrentará Joanna Jedrzejczyk, atual campeã feminina dos palhas (52 kg), na antepenúltima luta marcada para o UFC 211, neste domingo (13), em Dallas (EUA). Mas o trajeto da brasileira poderia ser completamente diferente se ela não tivesse recebido uma negativa da sua própria mãe.

Durante um jantar com membros da imprensa em Niterói, a mineira relembrou a época em que ela dividia suas atenções entre o futebol e o MMA. Naquele período, a lutadora pensava em seguir carreira nos gramados, mas segundo Bate-Estaca a sua mãe foi o principal empecilho para que isso se concretizasse – o que, hoje em dia, ela agradece muito.

“Você não tem uma carreira propícia no futebol, ainda mais no futebol feminino. E quando eu vi que lutando eu tinha mais condições financeiras do que jogando bola – eu gastava para jogar e não recebia nada – aí eu pensei bem. Eu tive propostas para jogar em uns times de São Paulo, mas minha mãe não deixou eu ir. E foi bom, mãe realmente sabe das coisas. E quando eu comecei a lutar ela deixava eu ir para o campeonatos e me ajudava se eu tinha que pagar algo as vezes. Quando eu comecei a lutar MMA e percebi que poderia ter uma carreira e ganhar meu dinheiro, decidi que era hora de me dedicar a somente um esporte”, afirmou a paranaense.

Falando sobre a luta, Jéssica Andrade mostrou que estudou bastante o jogo de Joanna e parece já entender o que é preciso ser feito para sair do octógono com o braço erguido. Em desvantagem com relação a altura e envergadura, a ideia da brasileira é encurtar a distância para que a polonesa não possa controlar o duelo sem ser magoada.

“Acho que para a Joanna, quanto mais espaço ela tiver, melhor para ela. E, para mim, quanto menos espaço melhor. Eu sou muito agressiva, caminho muito para frente e trabalho muito bem na curta distância. Mas, seja qual for o tamanho do octógono, eu estarei bem preparada. Ela pode correr o quanto ela quiser porque vai chegar uma hora que não vai ter para onde ir”, garantiu.

“Para esse camp nós investimos muito na parte dentro da academia. Consegui uma galera para fazer manopla e me ajudar nos treinamentos. Mas o principal mesmo foi o cage que a gente comprou, com as mesmas medidas do UFC, para que a gente possa ter uma visão do que dá para fazer lá dentro. Eu peguei uma meninas que têm um jogo parecido com o da Joanna, coloquei lá dentro, e fiz os treinos. Fui muito bem. Acho que comprar esse octógono fez a diferença”, completou Bate-Estaca.

Aos 25 anos, Jéssica possui um cartel com 16 vitórias e cinco derrotas no MMA profissional. Desde que desceu para a divisão dos palhas foram três lutas e três vitórias.

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