Esporte

Alvarez admite dificuldade em superar derrota para McGregor

Ag. Fight

09/05/2017 11h05

Alvarez e McGregor se enfrentaram em novembro, em Nova York – Diego Ribas

No dia 12 de novembro de 2016, Eddie Alvarez tinha pela frente o maior desafio de sua carreira. Em um dos duelos mais aguardados dos últimos tempos, o americano colocou o seu cinturão dos leves (70 kg) em jogo diante do falastrão Conor McGregor. E o resultado não poderia ter sido pior: derrota por nocaute no segundo round e a perda do título.

Passaram-se quase seis meses desde aquele dia, mas Alvarez ainda admite que é complicado para ele pensar sobre tudo o que aconteceu. O trauma da derrota e do fracasso em frente a milhões de pessoas bateu pesado na cabeça do ex-campeão, tanto que ele precisou de um tempo a mais afastado do octógono para colocar os pensamentos em seus devidos lugares.

“Voltar a novembro é difícil. Estaria mentindo se eu dissesse que logo depois já voltei aos treinos. Eu precisei de um tempo sério para respirar. Precisei me perdoar. Sou meu pior crítico, então eu fiquei muito desapontado e irritado comigo mesmo no Madison Square Garden. Eu dei um tempo maior do que gostaria. Gostaria muito de apenas voltar e já superar, mas foi difícil. Foi difícil para mim. Eu coloquei muito nisso então foi complicado, mas estamos superando e estou tendo bom momento nos treinos e me divertindo”, garantiu o americano em entrevista ao podcast ‘The Luke Thomas Show’.

Prestes a enfrentar Dustin Poirier no card do UFC 211, que acontece neste sábado (13) em Dallas (EUA), Alvarez acredita que tudo o que ele viveu acabou fazendo dele um homem mais livre. A importância da família e dos amigos também foi destacada por ele para que pudesse superar o momento complicado.

“Acho que tem um ar de liberdade depois que seu pior pesadelo se torna realidade. Como lutador, seu pior pesadelo é ser nocauteado diante de milhões de pessoas. É como sonhar em acordar nu em uma sala de aula. Então tirando isso do caminho, existe uma liberdade para mim. Nunca pensei que isso fosse acontecer. Nunca imaginei acontecer comigo, mas aconteceu e eu percebi que nada mudou. Minha família continua aqui, meus amigos ainda estão aqui. Eu continuo a mesma pessoa. Todos querem apenas que eu lute novamente e vá bem de novo. Então existe uma liberdade aí”, ponderou.

Alvarez e Poirier farão a última luta do card preliminar do UFC 211. Três dos melhores atletas brasileiros no Ultimate também se apresentarão na mesma noite. Demian Maia encara Jorge Masvidal por uma chance de disputar o cinturão dos meio-médios (77 kg). Jéssica ‘Bate-Estaca’ encara Joanna Jedrzejczyk, campeã dos palhas (52 kg), e Junior ‘Cigano’ tenta roubar o cinturão dos pesados de Stipe Miocic.

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