Esporte

Supresa para UFC 211! Demian Maia revela 'pulo do gato' ensinado por aluno

Ag. Fight

09/05/2017 14h23

Demian Maia encara Jorge Masvidal neste sábado, no UFC 211 – Florian

Desde que desceu para os meio-médios (77 kg) do UFC, Demian Maia protagoniza duelos que quase sempre contam com o mesmo roteiro. Quedas precisas, passagens de guarda e pegadas de costas – posição que se tornou uma especialidade do paulista – são movimentos repetidos à exaustão tanto nos treinos como no octógono. Mas, que fique claro, embora parecidas, as transições sempre mudam e evoluem, com direito a uma ajuda inusitada de um de seus alunos.

A ideia, de acordo com Demian em conversa com a reportagem da Ag. Fight, é ajustar detalhes de cada posição em uma constante evolução que apenas o jiu-jitsu permite dentro das artes marciais. Por isso, seus últimos duelos contra Gunnar Nelson, Matt Brown e Carlos Condit, respectivamente, terminaram de formas diferentes, embora parecidas. Ajustas estes que, obviamente, são mantidos em sigilo.

“Nesse camp eu já descobri um outro pulo do gato ali para as costas. Além daquele que eu fiz com o Condit, descobri um outro que me dá mais eficiência na finalização conjugado com o que aprendi com um aluno e amigo, que meio que me deu um toque, aí coloquei um outro negocinho e lembrei um negócio que uma vez o Rilion falou para mim. Então é um aprendizado constante”, disse durante conversa por telefone, antes de narrar seu processo de evolução.

“Muda bastante, muita coisa. Das costas então, nem se fala. Do que eu fazia há um ano para o que eu faço hoje é totalmente diferente. Parece igual, mas os detalhes de posicionamento de braço e corpo, de ângulo e de pressão, muita coisa desenvolvendo e redescobrindo. Dá para perceber a diferença entre a finalização e a velocidade da luta do Brown para a do Condit. Teve um trabalho grande em cima disso… Quando saí da luta do Brown, comecei a estudar a razão de ter perdido posições e só ter conseguido no final. Sempre faço isso, aí comecei a corrigir várias coisas e situações e na luta com o Condit se mostrou mais eficiente”.

Especialista na arte suave, Demian tem no jogo de luta agarrada seu grande forte, diferentemente de Jorge Masvidal, seu próximo adversário no octógono do UFC, em duelo marcado para este sábado (13), na cidade de Dallas (EUA). Mais jovem, leve e ágil, o americano de origem cubana é um trocador nato, o que pode, ao menos em tese, facilitar o trabalho do brasileiro a partir do momento em que a disputa for para o chão.

“Tamanho é uma coisa engraçada, porque você nunca vê a medida ao vivo e pode ter um pouco de erro. Saberei apenas quando encontrá-lo ao vivo, frente a frente. Mas ele vem vindo bem nos 77 kg, e acho que isso não é um fator dominante. Acho que é a característica dele, é um boxer, com uma boa defesa de queda e um jiu-jitsu razoável. Basicamente ele luta como um boxer.  Hipoteticamente, sim . Mas luta a gente só vê na hora. Mas a principio sim, acho que o casamento me agrada”, analisou.

Aos 39 anos e dono de 18 triunfos no maior evento de MMA do mundo, recorde entre os atletas brasileiros, Demian, que venceu suas seis últimas disputas, é o número três do ranking e, a jugar pela movimentação de sua categoria, tem motivos de sobra para achar que, em caso de nova vitória, será o próximo a disputar o cinturão. Mas sua memória recente lhe garante a cautela necessária nessa situação.

Ainda em agosto do ano passado, após vencer Carlos Condit, o faixa-preta paulista foi oficializado por Dana White, presidente do UFC, como o desafiante número um da divisão. Com o direito conferido, o veterano se deu ao luxo de ‘sentar e esperar’ pela chance, até que após meses de inatividade, foi informado pelo próprio dirigente que o cenário havia mudado e que  ele precisaria voltar à ativa.

“Não (me garantiram cinturão após essa luta), eles (UFC) não se comprometem nunca. Não me prometeram nada, mas o Dana conversando com o Edu deixou nas entrelinhas (que sim). Mas isso também não faz diferença agora, porque primeiro preciso vencer essa luta aí.  Na verdade, eu nunca me iludi com o mundo dos negócios. Decisões são tomadas e canceladas no mundo dos negócios sem que necessariamente eu as considere corretas. Quando eu entrei nesse jogo sabia disso”, finalizou.

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