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Miesha Tate descarta retorno ao UFC nos moscas

Mark J. Rebilas/USA Today
Miesha Tate em ação pelo UFC contra Holly Holm Imagem: Mark J. Rebilas/USA Today

Ag. Fight

18/05/2017 16h39

 

Aposentada do MMA desde 2016, Miesha Tate não conseguiu abandonar a paixão pelo esporte e, mesmo após trocar de ofício, segue envolvida com o mundo das lutas. A americana, que atualmente trabalha como comentarista em uma emissora de televisão norte-americana, era uma das competidoras que mais pressionava o Ultimate em prol da criação da categoria peso-mosca (57 kg) feminina - o que acontecerá no último trimestre de 2017. No entanto, mesmo após a confirmação de que seu desejo antigo se tornará realidade, ela fez questão de dizer que não voltará ao esporte e muito menos competirá na nova divisão.

Em entrevista ao site ‘MMA Junkie’, a ex-campeã peso-galo (61 kg) do UFC não escondeu a principal razão para descartar seu retorno ao esporte: o corte de peso. Quando fazia parte do plantel do Ultimate, a americana teve que subir de peso para se adequar aos padrões da categoria em que conquistou o título. Contudo, Miesha deu a entender que ganhou alguns quilos desde que pendurou as luvas, razão que, acrescida a um problema de tireoide, dificultaria ainda mais sua descida rumo a categoria que tanto desejava enquanto competia.

“Não há nenhuma categoria de peso ou quantidade de dinheiro que possa me dar vontade de voltar ao esporte. A única coisa que me faria querer competir de novo é o meu coração, e isso é tudo o que eu ouço. Honestamente, não estou interessada em fazer esse corte de peso. Neste momento, prefiro lutar nos penas e não nos moscas. Estou cansada de cortar peso. É exaustivo demais. Prefiro não cortar peso algum e lutar na categoria dos penas. A divisão dos moscas não me interessa”, relatou a ex-campeã.

Além de explicitar a principal razão para se manter fora do esporte, Miesha não escondeu sua satisfação com a nova fase de sua vida. De quebra, a americana, atleta que deixou o MMA após duas derrotas - entre elas a disputa de cinturão contra Amanda Nunes -, garantiu que ainda treina, mas apontou o fato de que a principal diferença está na falta de pressão por resultados, situação bem diferente da vivida enquanto era lutadora.

“Estou feliz agora fazendo o que faço. Sinto que tenho todos os benefícios de treinar sem a pressão da parte final de um camp, que é muito difícil. Competi no MMA por 11 anos e fiz wrestling por quatro anos antes disso então. Definitivamente não quero voltar, não tenho essa vontade. Sinto que, sem dúvidas, tomei a decisão certa”, completou.

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