MMA

Cyborg se diz vítima de "bullying online" e cobra ações do UFC

AP Photo/Eraldo Peres
Cris Cyborg se envolveu em briga com lutadora americana Imagem: AP Photo/Eraldo Peres

Ag. Fight

23/05/2017 10h57

Cris "Cyborg" se posicionou oficialmente sobre a confusão que se envolveu no último fim de semana, quando foi provocada por Angela Magana e reagiu com um soco durante um encontro de lutadores do Ultimate em Las Vegas (EUA). Em uma longa publicação em sua página no Facebook, a brasileira afirmou ser vítima de bullying online e relembrou casos onde membros da alta cúpula do UFC também a atacaram com comentários preconceituosos.

Durante o comunicado, Cyborg não chega a citar nominalmente ninguém, mas fica claro sobre quem ela está falando. Em um trecho do desabafo, ela relembra um comentário de Dana White, presidente do Ultimate, que em 2014 comparar Cris a um "Wanderlei Silva de saias". Ela também resgata um comentário de Joe Rogan, comentarista oficial do Ultimate, em 2015.

“Não é segredo nenhum que venho sendo vítima de bullying online. Em alguns momentos da minha carreira, eu senti como se houvesse um time de escritores usando a internet para formar uma visão do público sobre a minha marca. Muitas vezes, era como se estivessem tentando me transformar no rosto do abuso de anabolizantes no esporte MMA. Enquanto faz alguns anos que ouvi alguém dizendo que eu parecia o “Wanderlei Silva de saias”, não parece fazer muito tempo que ouvi alguém me dar um conselho para tirar meu pênis fora para poder bater 135 libras”, desabafou.

De acordo com Cris Cyborg, essas atitudes fazem com que outras pessoas se sintam com liberdade para fazer comentários tão ou ainda mais ofensivos direcionados a ela.

“Quando as pessoas veem esse tipo de atitude de vindo de pessoas importantes e sendo promovidas nas redes sociais sem qualquer consequência ou pedido público de desculpas, eles veem como um comportamento aceitável dentro da empresa e muitas vezes a encorajam para se autopromoverem. Nunca deveria ser aceitável para a companhia que seis empregados desenvolvessem a cultura onde o assédio sexual, os preconceitos raciais ou a descriminação feminina fossem aceitáveis no local de trabalho”, afirmou Cris.

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