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Tito Ortiz minimiza agressão de Cyborg e condena americana

AP Photo/David Becker
Tito Ortiz se aposentou do MMA em janeiro de 2017 Imagem: AP Photo/David Becker

Ag. Fight

29/05/2017 18h17

 

Faz pouco mais de uma semana desde que Cris ‘Cyborg’ e Angela Magana se desentenderam durante um retiro organizado pelo UFC para seus funcionários, mas o assunto ainda dá o que falar no mundo das lutas. Dessa vez foi ninguém menos do que Tito Ortiz, ex-campeão do Ultimate e colega de treinos da brasileira, que comentou a atitude da peso-pena (66 kg) em agredir a americana. Mesmo depois de marcar sua carreira como um dos primeiros trash talkers do esporte, o veterano ficou do lado da curitibana e condenou as provocações feitas por sua compatriota.

Em entrevista ao programa ‘Eyes On The Game’, Ortiz fez questão de explicar seu ponto de vista. De acordo com o americano, o ‘cyberbulling’ praticado pela americana é muito mais grave do que o soco desferido pela brasileira. Isso porque, na opinião do ex-atleta do UFC e do Bellator, atitudes como a de Manana – baseadas na humilhação pública de uma pessoa através do uso de redes sociais – são responsáveis por suicídios de crianças ao redor do globo.

“Isso é uma coisa grande hoje em dia. Falei para ela não se preocupar com isso, mas ela disse: ‘Ela veio até mim e me empurrou. Tive que me defender’. Eu disse que entendo, mas pedi que ela não fizesse isso de novo, e ela concordou. Ela se sentiu mal, mas ao mesmo tempo que alguém pratica bulling sem ser pessoalmente, como o cyberbulling, isso acontece muito. Muitas crianças cometem suicídio por isso, e por ser um atleta profissional é preciso manter a postura dentro e fora dos cages. Essa garota não está mostrando isso, eu a vi online e ela falou mais coisas sobre a Cris. Então por que ela não sobe ao octógono se é tão durona? Não entendo. Mas ela conseguiu seus 15 minutos de fama, e isso graças à Chris”, analisou.

Além de expor sua opinião sobre o ocorrido, Ortiz revelou que pôde conversar com a brasileira na última terça-feira (23). Por isso, após ouvir a versão de Cyborg, o americano constatou que a atitude da curitibana foi apenas uma consequência das provocações virtuais e do empurrão desferido por Manana. De quebra, ele ainda sugeriu que, caso passasse por uma situação parecida, provavelmente agiria da mesma forma.

“Escutei sobre e vi um vídeo que filmaram por trás de alguém. Treinei com ela na terça-feira, e ela me disse que essa garota a provocava na internet. Eles enviaram ela ao Retreat , ela então pegou o ônibus e quando desceu a garota estava vindo na sua direção e a provocando, então ela perguntou por que ela fazia isso e acho que a garota a empurrou, aí ela disse: ‘Não sei o que houve, vi que estava em perigo e acho que bati nela. Estava apenas me defendendo’. Na minha vida e na minha carreira, se alguém coloca a mão em mim, você precisa se defender. A outra garota, Angela, era uma lutadora. Se colocar a mão em alguém receberá um soco no rosto, é simples”, completou.

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