Esporte

Deixar jiu-jitsu de lado pode ser a saída para Mackenzie Dern vencer a balança; entenda

Ag. Fight

16/06/2017 08h00

Mackenzie Dern está invicta no MMA com três vitórias – Diego Ribas

Campeã mundial de jiu-jitsu e submission, Mackenzie Dern é uma das grandes promessas para o mercado de MMA. Fluente em português e em inglês, a americana filha de brasileiro é jovem, carismática e finalizadora, características que lhe garantiriam migração tranquila ao MMA não fosse um temido obstáculo: a balança.

Das três lutas que fez nos octógonos de MMA, a lutadora de 24 anos bateu o peso limite dos palhas (52 kg) apenas em uma oportunidade, o que, além de garantir críticas e dúvidas sobre a adequação aos treinos, também dificulta um possível acordo com o UFC, maior evento da modalidade e grande meta da atleta. E para não sofrer mais imprevistos, Mackenzie parece próxima de tomar a decisão mais difícil de sua carreira.

“Esse negócio de estar nos dois, jiu-jitsu e MMA, é muito difícil. E também é difícil de parar de fazer uma coisa que é o meu melhor, e na minha melhor fase. Mas, claro, quero fazer MMA e levar a sério. Mas no início eu tinha em mim que para lutar MMA eu precisava ter o meu melhor jiu-jitsu, e não tem como ser melhor do que se preparar para enfrentar as melhores. Mas hoje em dia eu já sei que é duro competir nos dois, sinto que atrapalha meu jiu-jitsu também”, narrou em conversa com a reportagem da Ag. Fight.

A solução seria focar em apenas uma modalidade, o que implicaria na ausência das competições da arte suave e de submission para que não apenas os treinos sejam aproveitados em sua plenitude, mas que o corpo da atleta se adapte melhor e, assim, faça da balança uma adversária menos indesejável.

“Uma coisa que a gente acha que pode ser um problema é essa montanha-russa de peso. Desce bastante para 52 kg para lutar MMA e depois sobe. Ganha peso e já tem luta de jiu-jitsu até 58 kg. Aí faço dieta de novo, depois sobe de novo e já tem que descer para 52 kg para o MMA. Todo mês estou em corte de peso, estou sentindo para caramba. Meu corpo, os treinos… Estamos achando que farei essa decisão em breve”, analisou antes de apontar para outro detalhe.

Como no jiu-jitsu a pesagem para os duelos é realizada no dia das competições, o corte de peso não e tão intenso uma vez que não existe o período para recuperação e reidratação dos atletas. Por isso, a lutadora, além de encarar a balança praticamente todo mês, o fazia com sistemas de perda de peso diferentes.

“No MMA a gente desidrata bastante. No jiu-jitsu não, é diferente como se corta peso. Estou cortando de dois jeitos diferentes e toda hora alternando entre eles e meu corpo no estava acostumado. Todo mundo sabe que quando você faz duas coisas, você não faz as duas 100%. É o que eu estou sentindo um pouco. Tenho certeza que vou ter que fazer essa escolha e focar no MMA. Mas ainda quero defender meu título no ADCC a cada dois anos”, ressaltou, terminando por afastar a ideia, ao menos momentaneamente, de subir de categoria.

“A gente conversou sobre isso e pensamos. Mas pelo meu tamanho, 52 kg seria minha categoria. Quem sabe se eu for muito bem um dia até poderia subir. Mas o peso de 52 kg seria o melhor para mim”.

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