Esporte

Revoltado com casos de doping, Hunt promete morrer lutando "se for em duelo honesto"

Ag. Fight

14/09/2017 13h10

Mark Hunt é o atual quinto colocado do ranking dos pesados do UFC - Diego Ribas

Em declaração um tanto quanto polêmica, Mark Hunt garantiu que morreria feliz lutando, desde que fosse durante um duelo honesto. Motivado pelo caso mais recente de doping no UFC, que foi protagonizado pelo ex-campeão Jon Jones e segue dando o que falar, o neozelandês se mostrou indignado com o alto número de atletas flagrados por uso de substâncias proibidas - sete dos 15 combates travados pelo veterano no UFC foram contra rivais já pegos em exames antidoping.

O atleta de 43 anos revelou que não tem nenhuma data em mente para encerrar sua carreira no octógono, mas que até lá seguirá  na briga por um confronto mais justo, já que não tolera o uso de substâncias ilegais. De acordo com o seu discurso, os lutadores que falham no doping deveriam ser banidos para que parem de prejudicar as performances dos atletas limpos.

"Eu provavelmente vou acabar minha vida lutando. Tenho lutado desde criança para melhorar a minha vida. Costumava ganhar 300 dólares (aproximadamente R$ 990) por semana, tendo dificuldades para colocar comida na mesa, mas eu me tornei um dos lutadores mais bem pagos no mundo. Sinto que isso é destino. É isso que eu devo fazer e se eu morrer lutando, tudo bem. Eu só espero que se isso acontecer, seja em uma luta honesta e justa", comentou o atual quinto colocado dos pesos-pesados do UFC para o site 'Players Voice'.

Hunt ainda declarou que se não fosse por tantas lutas desonestas no seu cartel, possivelmente seria o campeão da categoria e contaria com o apoio de mais patrocínios. A título de curiosidade, sua última luta que terminou em polêmica sobre o uso de doping ocorreu no UFC 200 contra Brock Lesnar, em julho de 2016, e que acabou com vitória do americano. Mais tarde, o resultado do confronto foi anulado pela Comissão Atlética da Califórnia.

"Eu seria campeão se não fosse por esses trapaceiros. Provavelmente, estaria aposentado, sentado em casa jogando vídeo games todo o dia, comendo frango frito. Esses caras não seriam capazes de me derrotar se não estivessem roubando. Perdi patrocinadores e milhões de dólares. Me aborrece quando penso nisso. Se você tirar todas as minhas lutas contra dopados, provavelmente seria metade do meu cartel. Eu paguei o meu preço para o topo com suor e sangue, esses caras precisaram de ajuda para chegar lá", acusou o neozelandês.

Devido aos anos dentro de octógonos e ringues, o 'Super Samoan' afirmou que tem sofrido com os efeitos colaterais da vida de um lutador. Mas o que deixou o atleta indignado foi o fato de alguns desses problemas terem sido causados por profissionais que fizeram uso de substâncias ilegais. Das 24 lutas disputadas no MMA, dez adversários de Hunt estavam envolvidos com casos de doping.

"Meu corpo está destruído, mas minha mente ainda está aqui. Ainda tenho os meus sentidos sobre mim e eu sei o que é certo e errado, que é o principal. Às vezes eu não durmo bem. Consigo me ouvir gaguejando e falando coisas indistintas. Minha memória não é mais tão boa. Eu esqueço coisas que eu fiz ontem, mas posso me lembrar de coisas que eu fiz há muitos anos atrás. É o preço que eu pago, o preço de ser um lutador. Mas eu lutei com muitos trapaceiros e apanhei de muitos caras que estavam roubando, e isso não é certo", lamentou Hunt.

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