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Colby Covington dá versão sobre a confusão com Werdum: "queria me matar"

Leandro Bernardes/Framephoto
Imagem: Leandro Bernardes/Framephoto

Ag. Fight

21/11/2017 11h31

 

Às vésperas do UFC Austrália, Colby Covington e Fabrício Werdum se envolveram em uma confusão na entrada do hotel onde os lutadores estavam hospedados em Sydney. O americano estava na cidade como convidado do evento, enquanto o brasileiro atuou na luta principal da noite. De acordo com o peso-pesado, o "rival o xingou e, por isso, o lutador foi tirar satisfações". Contudo, o 'Caos' revelou a sua versão do ocorrido e chamou a história que está sendo divulgada de mentirosa.

Em entrevista ao site 'FloCombat', Covington afirmou que estava parado na porta do hotel e nem mesmo viu o brasileiro chegar quando se deu conta de que estava sendo atacado por Werdum e o seu treinador, Rafael Cordeiro. Porém, o americano garantiu que não fez nenhuma provocação ao peso-pesado e que tem como provar que está dizendo a verdade.

"A verdadeira história está filmada e se tornará pública em breve. Eu estou no térreo, sentado do lado de fora e esperando o meu táxi. Eu estava olhando o meu telefone e tweetando sobre o Tyron Woodley só falar m*** e tudo mais. Eu estou olhando para o meu telefone e no segundo seguinte levo um soco na cara. Eu parei no meio da rua e eu não sabia o que estava acontecendo", explicou o americano.

"Quando olho para cima, eu vejo Fabrício Werdum. Ele andava na minha direção com o seu treinador, Rafael Cordeiro, os dois gritavam que eu ia morrer, que eles iam me matar. Eles iam pular em cima de mim e eu queria que eles dessem o fora. Nós somos profissionais. Então, dois seguranças se metem no meio e John Wood, do sindicato de MMA, se mete no meio e os impedem de pularem em cima de mim e me atacarem. Eu já havia sido atacado e Fabrício continuava gritando que iria me matar pelo que eu tinha falado. Em seguida, ele pega a p*** daquele bumerangue de madeira, o mesmo que eles usam para caçar cangurus na Austrália, e ele joga a p*** do bumerangue na minha cara. Por sorte, eu tenho ótimos reflexos e consegui me esquivar um pouco e evitar que fosse no meio da minha cara. Foi isso que aconteceu".

Covington ainda esclareceu o porquê de ter recorrido às autoridades locais. Segundo o atleta, toda a confusão foi filmada pelas câmeras de segurança do hotel, mas a única maneira de conseguir as imagens seria ao prestar queixa. O lutador ainda ressaltou que quer provar que a versão de Werdum é mentirosa e, por isso, as pessoas não deveriam acreditar no que tem sido divulgado sobre o assunto.

"Eu fui até a polícia porque eu precisava conseguir aquela filmagem como evidência. Algumas pessoas viram o que aconteceram. John Wood viu o que aconteceu. Ele viu que Werdum veio e me atacou, enquanto eu estava olhando para o meu telefone. O UFC vai acreditar no lado do Werdum. Mas eu não vou deixar. É a palavra dele contra a minha, só que ninguém vai acreditar na p*** que eu digo. Eles vão acreditar na p*** de um gorila ridículo, que é um falso e tem mais tempo de empresa do que eu. Isso se chama política. Eles não iam me dar a filmagem ou acreditar no meu lado, então eu preciso conseguir as gravações do hotel e a única maneira disso acontecer era se eu chamasse a polícia", defendeu-se o atleta.

Para o falastrão, o brasileiro poderia ter resolvido as suas diferenças usando as redes sociais para falar o que quisesse. Mas, como Werdum o agrediu, ele precisa responder pelos seus atos. Covington ainda assegurou que a verdade vai aparecer e que o peso-pesado "não pode se esconder atrás dessa mentira para sempre".

"Você pode falar o que quiser com as suas palavras. Vai no meu Instagram, vai no meu Twitter e fala o que você quiser. Mas a partir do momento que você invade o meu espaço pessoal e me acerta na cara, isso é contra a lei. É uma droga que todas essas pessoas não sabem o que de fato aconteceu e acreditam no que o Fabrício está falando", lamentou o americano.

Com as acusações, Werdum precisará voltar à Austrália no dia 13 de dezembro para depor e contar a sua versão para a polícia. As autoridades estão analisando o ocorrido e esperam ter conhecimento da versão do brasileiro para tomarem uma decisão em relação ao que aconteceu.

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