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Amanda Nunes condena colega Colby Covington: "Expulsaria da academia"

Perry Nelson/USA TODAY Sports
Amanda Nunes comemora vitória sobre Valentina Shevchenko pelo UFC 215 Imagem: Perry Nelson/USA TODAY Sports

Diego Ribas, em Las Vegas (EUA)

Ag. Fight

23/11/2017 10h00

 

Em tempos em que o "trash talk" parece fundamental para a consolidação de novos ídolos no MMA, alguns atletas ganham visibilidade instantânea mais pela promoção fora do octógono do que por suas apresentações dentre dele. E nesse cenário, o nome de Colby Covington é a bola da vez, tanto pela repercussão de suas polêmicas como pelas críticas que recebeu.

Campeã peso-galo (61 kg) do UFC, Amanda Nunes, que embora tenha ficada marcada pelas declarações após sua vitória contra Ronda Rousey, acumula uma carreira pacata e sem grandes rivalidades, treina na academia American Top Team, celeiro de grandes nomes do esporte que também conta com Covington como um de seus representantes. E por presenciar a postura do atleta no seu dia a dia, a brasileira garantiu surpresa.

"O Colby eu conheço da academia. Não entendi nada dessa palhaçada. Ele era um cara com quem eu trocava ideia na academia, mas nunca treinamos juntos. A academia é grande, é todo mundo legal lá, nos falamos e cada um vai para o seu canto. A academia não é um time, tem a academia, você escolhe seus treinadores e treina. O Colby me surpreendeu porque quase todos os treinadores são brasileiros", narrou durante conversa com a reportagem da Ag. Fight antes de apontar para a surpresa com a falta de punição ao americano.

"Essa postura, se eu fosse o dono, teria expulsado. Tinha saído da academia, com certeza absoluta. O head coach é o Conan, tem o Parrumpinha... São todos brasileiros. Isso é desrespeito com os treinadores e com a nossa nação. Sempre fui tranquila com ele, era um cara que eu gostava, mas ele desviou o caminho e começou a desrespeitar. Não gostei, sou brasileira, então claro que não vou ficar do lado dele", garantiu.

Tal postura, de acordo com Amanda, é usada para aumentar o poder de promoção. Afinal, o grande público, que não necessariamente acompanha o noticiário diário do esporte, é atraído pelas polêmicas, o que aumenta as chances dos 'falastrões' aumentarem suas vendas de pay-per-view e, assim, cortarem caminho rumo ao cinturão do evento. No entanto, a recompensa só é possível porque o UFC aceitou esse jogo.

"Na verdade, o público se acostumou com isso. Veio o Sonnen, depois o Conor McGregor, e o UFC deu ênfase. Automaticamente os fã vão esperar por isso. Veio do atleta, mas o evento abraçou. E se não tivesse abraçado e colocado isso na TV toda hora, não seria assim.  Não gosto, não gosto. Um trash talk limpo, beleza. Mas quando desrespeita, sendo que é um esporte... Eu venho da disciplina do judô, acredito que se for sem desrespeito, até da para levar. Mas quando começa a falar da mãe, do pai, dar tapa na bunda, dedo na cara, xingar o país... Isso é outro nível. Desrespeito total com pessoas que não tem nada a ver", garantiu.

Em sua última luta, quando venceu Valentina Shevchenko e manteve o cinturão dos galos, Amanda travou uma verdadeira guerra de nervos com sua oponente. Após provocações, uma polêmica encaradas em que a brasileira foi acusada de socar a rival - Amanda garante que foi tocada primeiro - ditou o ritmo nada amigável até que a revanche fosse realizada.

"Honestamente, depende da oponente. Valentina foi uma pela saco, ela é uma pela saco. Uma palhaça. Teve momentos em que eu queria meter a mão na cara dela. Não vou mentir, me segurei várias vezes. Até o dia que ela tocou no meu rosto. 'Não toca em mim'. Vamos ter uma dia para lutar. Depende da opoente. Se tocar em mim, sai de baixo porque eu vou tocar de volta. Depende da emoção ali na hora. O trash talk, se eu for falar, eu falo para o atleta. Uso as falhas dela para falar dela. São coisas da luta, o que ela fez na última luta dela. Fica limpo. Mas comigo é mais do momento, se falar algo que não gostei eu rebato. Foi assim com a Valentina", finalizou.

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