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Michael Bisping reconhece que luta no UFC Xangai foi uma "decisão errada"

Minas Panagiotakis/Getty Images
Michael Bisping exibe cinturão do UFC durante jogo de hóquei no gelo Imagem: Minas Panagiotakis/Getty Images

Ag. Fight

07/12/2017 08h00

 

Michel Bisping aceitou retornar ao octógono três semanas após ser estrangulado por Georges St-Pierre no UFC 217, no último dia 4 de novembro. Mas a sua ideia de redenção não funcionou e o ex-campeão dos médios (84 kg) acabou nocauteado por Kelvin Gastelum ainda no primeiro round da luta principal do UFC Xangai - evento que aconteceu no dia 25 de novembro, na China. Depois de analisar sua segunda derrota consecutiva, o inglês garantiu que aceitar o confronto "foi uma decisão errada".

Ao substituir Anderson Silva, que foi retirado do evento após testar positivo para o uso de uma substância proibida pela USADA (agência de antidopagem americana), Bisping revelou que esperava reencontrar o seu caminho com a vitória e se redimir da luta contra 'GSP'. Contudo, em entrevista ao seu próprio podcast 'Believe You Me', o inglês revelou que a sua grande aposta não compensou.

"Não funcionou como eu planejei, como todo mundo sabe e viu. Me senti ótimo entrando naquela luta, de verdade. Olhando para trás, eu tinha treinado demais e estava mental e fisicamente cansado? Sim, mas o problema quando você tem a p*** de um ego enorme e pensa que você ainda pode bater nas pessoas. Eu sabia disso, mas ainda assim achei que poderia bater no Kelvin Gastelum. Sem tirar o mérito dele. Ele me pegou com um lindo gancho de esquerda e me colocou para baixo. Deus o abençoe", analisou o ex-campeão.

"Eu sabia que era uma grande aposta e não valeu a pena. Se tivesse valido a pena, teria sido ótimo. Você joga o dado, dá uma oportunidade e espera pelo melhor. E pelo melhor homem, que eu acho que era o Kelvin, então parabéns para ele".

Com apenas três semanas de intervalo, 'The Count' explicou que não teve tempo para se preparar adequadamente entre os eventos. Para enfrentar Gastelum, o inglês treinou durante cinco dias, o que está longe de ser o um camp ideal. Com todo o desgaste que enfrentava nas duas lutas, Bisping revelou que estava exausto em todos os sentidos.

"Aquela luta era eu tentando exorcizar meus demônios e tentar voltar para o lado das vitórias o mais rápido possível. Como eu disse, foi uma grande aposta e, por muitas razões, a escolha errada, mas não me arrependo. Eu sei que foi uma decisão errada, mas na hora me pareceu certa. Então, eu não me arrependo. Depois da luta com GSP, quando eu concordei em lutar com o Kelvin Gastelum, eu pensei: 'Bem, eu tive uma semana de folga, mas eu estava em ótima forma. Então, vamos voltar para aquilo'. Eu treinei trocação todos os dias por uma semana, isso é tudo que eu fiz para encarar o Kelvin. Cinco rounds por cinco dias e, então, voei para a China e estava acabado. Emocionalmente, fisicamente, mentalmente, eu estava destruído", narrou o lutador.

Com os dois resultados negativos, Bisping viu seu nome deixar o ponto mais alto do ranking da categoria para ocupar o sétimo lugar da lista oficial do UFC. Apesar da rápida queda, o inglês garantiu que não se incomoda com a posição, já que não tem mais nenhuma pretensão em recuperar o cinturão antes de encerrar a sua carreira.

"Eu não quero me tornar o campeão de novo, quero terminar a minha carreira com algumas lutas divertidas. Eu fui lá e não fiz o serviço. Não dou a mínima para a p*** dos rankings. Não estou tentando me tornar o campeão de novo. Eu já fiz isso, foi legal, um ótimo momento da minha vida. Sempre posso falar que tive o cinturão, mas agora é hora de seguir em frente", assegurou o atleta.

"Estou muito bem com isso. Tenho 38 anos. Tenho uma esposa e filhos. Tenho outras coisas que quero focar na minha vida. Vou fazer mais lutas? Sim, provavelmente. Mas essa fase da minha vida acabou e eu estou feliz com isso. Você não pode lutar para sempre. Eu fui o campeão, ninguém se sustenta como o campeão para sempre, estou orgulhoso do que eu fiz".

Antes da sua derrota para St-Pierre, o inglês acumulava cinco vitórias consecutivas, sendo que duas delas representavam a sua conquista e defesa bem-sucedida do cinturão. Atleta do Ultimate desde 2006, o veterano é o lutador mais ativo da maior organização de MMA do mundo, com 29 lutas no octógono. Para encerrar sua carreira, o inglês pediu para ser escalado para o UFC Londres, agendado para o próximo mês de março.

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