MMA

Bethe admite má fase, anuncia mudanças e diz: "Não desço para os moscas"

Rey Del Rio/Getty Images
Imagem: Rey Del Rio/Getty Images

Felipe Castello Branco, no Rio de Janeiro (RJ)

Ag. Fight

13/12/2017 06h00

 

No dia 1º de agosto de 2015, Bethe Correia subiu no octógono do UFC 190 para encarar Ronda Rousey em duelo valendo o cinturão peso-galo (61 kg). Nocauteada pela americana com apenas 34 segundos do primeiro round, a brasileira parece estar perdida desde então. De lá para cá, a 'Pitbull' venceu somente uma das suas quatro apresentações. Totalmente consciente do mau momento, a atleta deixou claro que tem mudanças a fazer para sair da fase ruim - planos esses que não consistem em migrar para a recém-criada divisão peso-mosca (57 kg).

Quando estreou no MMA em 2012, Bethe iniciou sua carreira lutando nesta categoria. E, com a recente criação da divisão feminina no UFC, muitos pensaram que a brasileira poderia voltar a lutar com o limite de peso em 57 kg. No entanto, a Pitbull garantiu que essa mudança não está nos seus planos.

"Não pretendo descer para os pesos-moscas. Acho que no momento a minha categoria realmente é a dos pesos-galos. Mas fico muito feliz de ver o UFC abrindo mais uma categoria, mostra que o MMA feminino veio para ficar. Uma grande vitória será quando as mulheres estiverem em todas as categorias, como os homens. De pouco em pouco chegaremos lá", afirmou em conversa com a reportagem da Ag. Fight.

Se por um lado uma mudança de divisão não passa pela cabeça da brasileira, outras alternativas provavelmente serão colocadas em prática. De acordo com Bethe, o mau momento no cage a fez repensar muitos pontos do seu treinamento e ela estava pronta para iniciar um camp diferente até que uma lesão em sua retina a obrigou a realizar um procedimento cirúrgico de última hora.

"Toda atleta passa por isso, é normal ter essa oscilação em algum momento da carreira. É um momento de instabilidade onde você tem que se encontrar e fazer mudanças. Um momento de reflexão. Realmente eu estou em um momento em que uma hora ganho e depois e perco. Por isso estou refletindo sobre meu treinamento e sobre a minha vida para poder sair desse período de instabilidade. Quero voltar a vencer para poder me colocar novamente no caminho do cinturão", explicou.

Escalada para encarar a mexicana Irene Aldana, Bethe teve que abandonar o duelo após sofrer uma lesão em sua retina. Depois de passar por uma cirurgia, a brasileira garantiu que está se recuperando bem e que um retorno aos cages não deve demorar a acontecer.

"Eu tive um problema na minha retina e tive que fazer uma cirurgia de emergência. Estava com luta marcada, foi bem frustrante porque eu já estava iniciando o camp. Já estava organizando tudo para o meu treinamento de acordo com a minha adversária. Eu queria fazer um camp realmente bem diferente de todos que já fiz na minha vida. Mas, tudo tem a sua hora e isso vai ficar para uma próxima. Esse problema de retina pode acontecer com qualquer um, dentro e fora da luta. Não sei nem dizer se foi treinando ou se é uma sequela de luta. Mas o que importa é que está recuperando bem e que em breve eu estarei de volta", contou.

Sem data para voltar a lutar, Bethe já deixou claro que tomará medidas para tentar sair do mau momento nos cages. E uma dessas apostas deve ser voltar a realizar intercâmbios na Tailândia, como garantiu a própria atleta.

"Eu passei um tempo na AKA e foi muito bom mesmo. Convivi com campeões e com atletas do mundo inteiro. A AKA realmente é uma escola com muitos intercâmbios. Você vê gente do mundo inteiro treinando lá, então é um grande aprendizado. Foi muito bom, eu gostei bastante. E a Tailândia é a minha paixão. Sou apaixonada pela filosofia tailandesa e pela cultura asiática, lá é tudo maravilhoso. É um lugar que eu sempre voltarei, aprendi muito lá. Também penso em voltar para os EUA, mas somente como intercâmbio, para evoluir principalmente o meu wrestling", declarou.

A última luta de Bethe aconteceu em junho passado, quando ela foi nocauteada por Holly Holm. Aos 34 anos, a brasileira coleciona na carreira um cartel com 10 vitórias, três derrotas e um empate.

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