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Após primeira vitória no UFC, Davi Ramos revela diferenciais para chegar ao topo

Lais Rechenioti, no Rio de Janeiro (RJ)

Ag. Fight

15/12/2017 08h00

Um dos grandes nomes de sua geração nas competições, Davi Ramos seguiu os passos de consagrados nomes da arte suave para, motivado pela realização financeira proporcionada pelas artes marciais mistas, trocar os tatames pelos octógonos. E, para isso, o atleta de 31 anos conta com dois pontos fortes: constantes intercâmbios e ter se tornado um especialista em uma modalidade.

Embalado por uma vitória no UFC, sua primeira no evento, quando finalizou Chris Gruetzemacher no terceiro round, Davi estreou no MMA ainda em 2010. No entanto, agora aos 31 anos é que o esporte se torna em definitivo sua prioridade número um, uma vez que ele, de forma cautelosa, programou a migração entre modalidades tão diferentes.

"A minha transição é um pouquinho mais complicada, porque você tem que adaptar todo o jogo de pegada, porque não tem pegada , você tem que bater para poder abrir espaço e fazer a posição. Agora, para mim, eu já lido com essa transição há bastante tempo, porque eu sou professor da equipe profissional da Team Nogueira, então eu lido com mais tranquilidade. Mas no início foi uma coisa mais difícil", narrou durante conversa com a reportagem da Ag. Fight.

Com a transição feita com sucesso e agora confortável para desenvolver sua luta de solo no octógono, o dono de títulos mundiais na arte suave pode se gabar de ter um dos melhores jogos de sua categoria - e talvez de fato o melhor. Por isso, uma vez que a disputa estiver no chão, a vantagem deve ser sua.

"Ainda tenho muita coisa para poder mostrar, mas é bem perceptível quando eu coloco a luta para baixo, quando eu faço o jiu-jitsu, é uma diferença muito grande dos atletas do MMA. Os atletas do MMA não são, tirando algumas exceções, especialistas como eu em jiu-jitsu. São poucos que são especialistas. Mas a minha ideia é continuar treinando em alto nível e competindo, e me fortalecer em outros aspectos como boxe e o muay thai", ponderou.

Como manda o figurino deste esporte, a necessidade de evoluir em diferentes artes marciais ao mesmo tempo implica na necessidade de treinamentos em diversos e variados locais. Atento a isso, o professor da Team Nogueir =a costuma usar suas férias após as lutas para viajar e se aperfeiçoar.

"O único intercâmbio que eu pretendo fazer, e que eu sempre faço, sempre que termino as minhas lutas eu viajo para outros países para treinar. Eu vou muito para a Chechênia, onde eu treino bastante wrestling. Esse é o meu ponto, o meu ponto G que eu acabo buscando outros treinos e isso é muito importante para mim. E isso vai ser muito importante para a minha carreira", narrou antes de analisar sua última apresentação no UFC, quando estreou como peso-leve (70 kg) na organização.

"O que eu mais senti na minha estreia foi o corte de peso, que é algo que a gente já conversou com os meus treinadores. Sou um cara muito pesado para a categoria e preciso me manter mais leve, acho que isso que fez um pouquinho de diferença, porque eu realmente treinei bastante para a luta e estava treinando muito mais, tanto que quando acabou a minha luta, não me senti satisfeito. Eu estava treinando muito melhor que aquilo ali. E com todo o mérito para o meu adversário, era um adversário muito duro e muito bom, mas eu não fiquei 100% satisfeito com a minha performance, mas vou buscar melhorar e uma dessas coisas é eu procurar baixar de peso".

Aos 31 anos, Davi Ramos acumula sete vitórias, sendo um nocaute e cinco finalizações, e duas derrotas. Em sua estreia no UFC, em março deste ano, o atleta aceitou um duelo em cima da hora e acabou superado por Serginho Moraes por pontos.

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