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Treinador diz que Amanda Nunes não vê Cris Cyborg como ameaça

Erik Verduzco/Las Vegas Review-Journal via AP
Amanda Nunes posa com o cinturão durante evento promocional para o UFC 213 Imagem: Erik Verduzco/Las Vegas Review-Journal via AP

Ag. Fight

Ag. Fight

10/01/2018 17h14

 

Antes mesmo que Cris Cyborg subisse ao octógono para a sua primeira defesa do cinturão da divisão peso-pena (66 kg) no UFC, contra Holly Holm na edição 219 do show - evento que aconteceu no último dia 30 de dezembro, em Las Vegas (EUA) -, Amanda Nunes já falava em enfrentar a melhor lutadora de todos os tempos. Por estar interessada em uma superluta entre as campeãs, a dona do título do peso-galo (61 kg) dedicou publicamente sua torcida para a conterrânea no último Ultimate do ano.

E de acordo com Din Thomas, um dos treinadores de Nunes na academia America Top Team, a Leoa não se sente ameaçada pelo possível favoritismo da campeã dos penas, além de garantir que um duelo que valesse outro cinturão seria a meta de Amanda independentemente de quem fosse a rival.

"Por muito tempo, todo mundo estava dizendo que Amanda não queria lutar com a Cyborg. Não sei como esse rumor começou, mas as pessoas pensavam isso. Eu estava com a Amanda há duas semanas atrás e ela disse: 'Quero lutar com a Cyborg, espero que ela ganhe'. Não era uma polêmica, ela apenas disse que queria lutar com quem vencesse", revelou Thomas, em entrevista ao podcast 'The Morning Wood Show'.

"Eu perguntei se ela queria enfrentar a Cyborg e ela disse: 'Sim, quero lutar com a Cyborg. Não a vejo como uma ameaça'. Isso que ela me disse. Quando ela me disse que queria lutar, pensei: 'Vamos fazer essa luta'. Ela não a vê como a ameaça que todo mundo pensa que a Cyborg é. Ela não vê isso e eu amo como a Amanda se sente para essa luta. Ela acha que pode causar problemas muito maiores do que receber da Cyborg".

Ainda no mesmo relato, Thomas afirmou que a atenção de Amanda está voltada para a superluta desde que Cyborg conquistou o cinturão vago da categoria, quando nocauteou Tonya Evinger em julho passado. Com aquela atuação, o treinador garantiu que se surpreendeu com a postura da brasileira dentro do octógono, mas que se manteve convicto de que sua pupila poderia ter feito um trabalho ainda melhor.

"Ela acabou com a Tonya lá. Ela aguentou firme. Ela enfrentou muitas críticas, mas aguentou firme. Mas mesmo naquele momento eu pensei que a Amanda teria feito um trabalho bem melhor. Agora estou pensando que a Amanda vai acabar com ela. Estou ansioso. Cyborg não tem mais ninguém para lutar, ninguém que importe", analisou o treinador.

A última atuação de Nunes no UFC foi em setembro passado, na edição 215 do show, quando derrotou Valentina Shevchenko por decisão dividida dos juízes laterais e se manteve como campeã da divisão peso-galo em sua segunda defesa bem-sucedida. A brasileira se mantém sólida na maior organização de MMA do mundo com seis resultados positivos seguidos, incluindo suas vitórias no primeiro round em cima de Ronda Rousey e Miesha Tate.

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