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A. Pezão celebra retorno financeiro no MMA russo e projeta aposentadoria

Bradley Kanaris/Getty Images
Antonio "Pezão" durante luta Imagem: Bradley Kanaris/Getty Images

Lais Rechenioti, no Rio de Janeiro (RJ)

Ag. Fight

12/01/2018 06h00

Depois de encarar a pior fase da carreira e somar três derrotas seguidas por nocaute no UFC, Antônio 'Pezão' deixou a maior organização de MMA do mundo e se transferiu para eventos realizados na Rússia, país em que deve encerrar sua carreira nos próximos anos. E, apesar da sequência de resultados negativos que culminaram com sua demissão do Ultimate, o atleta intitula a mudança de ares como "a melhor coisa" que lhe aconteceu.

Embalado por vitórias em diversos eventos, o peso-pesado fez seu primeiro combate no Ultimate em 2012, evento em que colecionou apenas três vitórias em 11 atuações. Mas apesar do retrospecto negativo, o brasileiro nega que tenha sofrido com a pressão de atuar em uma grande organização de MMA. Em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, Pezão ressaltou todas as suas participações no UFC como main event, mas garantiu que financeiramente está melhor na Rússia.

"Para mim, foi uma felicidade enorme estar no UFC. O UFC é o maior evento do mundo. Nunca sofri pressão nenhuma, sempre lutei muito feliz, muito alegre e disposto. Agradeço a Deus por ter lutado lá. Fiz seis main events no UFC, sempre lutei muito feliz e sem pressão nenhuma. Hoje, a melhor coisa que aconteceu na minha vida foi ter migrado para a Rússia. Sou muito grato a tudo que aconteceu no UFC, todos os main events que eu fiz, o tratamento deles comigo, o respeito e o carinho. Mas em questão financeira na Rússia foi muito melhor, estou muito feliz. Tenho mais três lutas para fazer lá por contrato, então agora é recuperar e voltar 100%", assegurou o atleta.

Aos 38 anos, Pezão prometeu que ainda não está preparado para pendurar as suas luvas. O brasileiro projetou que permanecerá ativo por, pelo menos, mais dois anos. Entretanto, o ex-UFC destacou que tem passado por uma fase ruim em sua carreira - são cinco derrotas consecutivas, sendo quatro por nocaute -, mas revelou que ainda encontra vontade para continuar com os seus treinamentos e combates.

"Infelizmente passei por uma fase, estou passando ainda, que envolve coisas pessoais e profissionais. Estou com 38 anos, amo o esporte, amo o que eu faço. Estou no esporte desde os cinco anos de idade, na arte marcial do karatê. Enquanto eu tiver disposição, saúde e vontade para treinar e lutar, eu vou lutar. Não sei, vou falar mais uns dois anos. Mas a gente faz uns planos e Deus faz outro. Posso querer dois anos e acabar antes, como pode ser depois. Não sei", planejou o brasileiro.

"Estou com muita saúde e muita disposição, só recuperar o meu joelho e já querer lutar novamente. Estou com muita vontade, enquanto a gente ainda tem esse frio na barriga, já é um motivo para voltar a lutar. Pensei em lutar mais uns dois anos, profissionalmente. Depois disso, dar uma parada, descansar, aproveitar a família. Porque a nossa profissão é uma profissão que requer muito tempo, você tem que deixar a família de lado, se alimentar bem, dormir cedo. A minha primeira luta foi em 2004, na Paraíba. Tenho uma grande carreira, já enfrentei grandes atletas. Pretendo lutar mais dois anos".

Profissional desde 2005, Pezão tem muitos altos e baixos em seu cartel. O atleta acumula 19 vitórias em sua carreira, das quais 14 foram por nocaute. Contudo, em outras 12 atuações, o brasileiro deixou o cage derrotado. O atleta saiu do Ultimate em setembro de 2016 depois de perder pela terceira vez consecutiva e estreou em eventos russos no mês de novembro do mesmo ano.

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