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Alexandre Pantoja aponta caminhos para que o UFC promova a divisão do pesos-moscas

Lais Rechenioti, no Rio de Janeiro (RJ)

Ag. Fight

18/01/2018 08h00

Prestes a fazer a sua estreia em um evento numerado do UFC, Alexandre Pantoja se prepara para subir ao octógono na edição 220 do show - evento que acontecerá neste sábado (20), em Boston (EUA). Apesar da responsabilidade de estar em uma edição de destaque, o brasileiro descartou que se sinta pressionado com a importância do card e revelou o seu segredo para se manter motivado em suas atuações na divisão peso-mosca (57 kg) do Ultimate: Demetrious Johnson.

Assim como os demais membros da categoria, o brasileiro é coadjuvante do maior campeão da história do UFC, o que no entanto não ofusca a sua presença no show. E pelo contrário, já que Pantoja opinou que todos os lutadores do Ultimate deveriam se espelhar na personalidade do americano dentro e fora do octógono para melhorar o esporte como um todo. Além disso, o 'Canibal' analisou, em entrevista exclusiva à reportagem da Ag. Fight, que uma superluta entre o dono do cinturão dos moscas e TJ Dillashaw ajudaria a aumentar a visibilidade da categoria.

"Conheci pessoalmente o Demetrious Johnson e ele é um cara humilde, família, e me vejo bem assim também. Como ele, tenho os meus filhos. E faz questão de manter os pés no chão e olhar todo mundo de igual para igual. Acho que esse é o ponto forte dele, como pessoa e como atleta. Ele é um grande espelho para todos os lutadores do UFC, com certeza. É uma motivação muito forte, para gente sempre buscar chegar em um nível tão alto quanto o Demetrious Johnson", ponderou o atleta.

"Acho que a promoção do UFC deveria ser um pouco mais forte para esse lado dele. O Demetrious Johnson é um cara que tem uma cultura um pouco mais jovial, que gosta de videogame e tudo mais. Acho que o UFC poderia aproveitar um pouco mais dessa pegada dele, de gostar de videogame e comunicação, e promover um pouco melhor esse estilo de luta dele. Afinal, ele é o maior campeão de todos os tempos. E também acho que ele deva fazer essa superluta aí com o TJ Dillashaw, acho que pode ser bem interessante para ele, para o UFC e para a divisão também".

Sobre a sua carreira, mesmo reconhecendo a importância que o UFC 220 terá para os fãs de MMA, Pantoja descartou que o tamanho do evento atrapalhará sua performance no octógono. Para o brasileiro, a expectativa em cima dos seus resultados vem de uma outra direção. Isso porque, para o atleta, o peso que a sua família deposita em cima da sua atuação é maior que o card do show.

"Estou muito feliz de estar participando de um UFC numerado, ainda mais com a disputa de dois cinturões das categorias pesadas. Mas acho que a maior pressão é você lutar pelas pessoas que você ama, dar esperança para essas pessoas. Se eu tenho alguma pressão dentro de mim, acho que vai para esse lado. O card não faz diferença, é a minha vida que está em jogo e é isso que me basta e mexe comigo. Não vejo isso como uma pressão. Para mim, a pressão vem do sustento da minha família, é isso que me motiva", revelou o lutador.

Escalado para enfrentar o décimo colocado no ranking da divisão, o Canibal garantiu que estará preparado para se sair bem em qualquer situação que o confronto exigir. Por isso, o brasileiro cravou que, no final do confronto contra Dustin Ortiz, ela terá a mão levantada diante dos fãs na cidade de Boston.

"A minha estratégia sempre foi e sempre será só uma: ganhar do meu adversário. Então, sempre me preparo para lutar em pé e no chão. E é isso que vou fazer. Se ele quiser, continuar em cima, a gente vai trocar. Se ele quiser levar para o chão, eu vou buscar a finalização, como sempre. Com certeza vou terminar com o meu braço levantado", prometeu.

Para este duelo, Pantoja vem embalado com uma sequência de 11 vitórias. Na sua carreira, o brasileiro acumula 18 resultados positivos e apenas dois revezes. Além da presença do Canibal no UFC 220, o evento também contará com Thominhas Almeida, Francimar 'Bodão' e Gleison Tibau representando o Brasil.

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