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'Cyborg' se revolta com falta de oponentes no UFC: "Tenho que ir para o Bellator"

Ag. Fight

Ag. Fight

20/01/2018 13h00

Cris 'Cyborg' brigou durante anos para poder ser contratada pelo maior torneio de MMA do mundo. Seu sonho se tornou realidade quando ela pisou no octógono pela primeira vez em maio de 2016, ao vencer Leslie Smith no UFC Curitiba. Sua trajetória ficou completa quando conquistou o cinturão dos penas (66 kg) em julho do ano passado, ao nocautear Tonya Evinger. Acontece que a campeã segue incomodada com o Ultimate.

Isso acontece porque, apesar de ser dona do título dos penas, Cyborg encontra extrema dificuldade em achar oponentes para desafiá-la, já que o UFC tem pouquíssimas atletas da divisão dos penas. E é isso que fez a brasileira vir a público para cobrar ações do maior torneio de MMA do mundo para que ela tenha mais adversárias a sua altura.

"Se você pensar sobre isso, eu tenho meu cinturão dos penas por quase um ano. Eles não assinam com qualquer menina dos penas, eles não colocam nenhuma menina da minha divisão para lutar nos cards menores. Eles não assinam com meninas de 66 kg. Como você vai crescer uma divisão se você não assina com ninguém? Quando Dana White diz 'ah, nós não temos meninas para a divisão' para mim soa algo maluco", desabafou Cris ao podcast 'Split Decision MMA'.

Cyborg ainda utilizou o exemplo do maior rival do Ultimate atualmente. Na visão da brasileira, o Bellator faz um trabalho bem melhor que o UFC para construir sua categoria, e ela só poderá se provar como a melhor do mundo se um dia mudar de organização.

"Toda a semana eu vejo o Bellator assinando com novas meninas de 66 kg. Eles fizeram uma divisão para mim no Bellator. Se eu finalizar esse contrato, para ser uma verdadeira campeã dos penas eu tenho que ir para o Bellator e lutar com todas as meninas de lá", afirmou.

Cris Cyborg lutou pela última vez no dia 30 de dezembro de 2017, quando venceu Holly Holm por decisão unânime dos juízes laterais. A brasileira detém um cartel com 19 vitórias, uma derrota e uma luta sem resultado. Uma superluta tupiniquim entre a campeã dos penas e a dos galos (61 kg), Amanda Nunes, vem sendo especulada para o primeiro semestre deste ano.

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