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Edson Barboza pede luta em abril e analisa derrota: "tentando engolir"

Jeff Bottari/Zuffa LLC/ Getty Images
Khabib Nurmagomedov vence Edson Barboza no UFC 219 Imagem: Jeff Bottari/Zuffa LLC/ Getty Images

Diego Ribas, em Las Vegas (EUA)

Ag. Fight

23/01/2018 07h00

 

Em uma espécie de eliminatória que garantiria ao vencedor a chance de disputar o cinturão dos pesos-leves (70 kg), Khabib Nurmagomedov venceu Edson Barboza por pontos em duelo marcado pelo amplo domínio do russo, que impôs seu estilo nos três rounds disputados. Quase um mês após o confronto, o brasileiro pode analisar sua performance, embora garanta que ainda não digeriu a derrota.

Especialista em muay thai, Edson se tornou um dos maiores nocauteadores de sua divisão. No entanto, a pressão imposta pelo rival minimizou espaços e o impediu de soltar seu jogo, o que não apenas impôs a quinta derrota do carioca no MMA como frustrou suas expectativas de garantir a sonhada chance de lutar pelo título.

"Eu estava bem depois da luta. Tomei bastante soco e estava bastante marcado, mas fisicamente muito bem. Uma semana depois da luta eu já fui para a academia. Mas ainda estou tentando engolir o que aconteceu. Minha recuperação foi rápida, mas a derrota to tentando digerir", garantiu em conversa com a reportagem da Ag. Fight, antes de reconhecer que a dinâmica do combate também foi fruto de erros seus.

"Vi algumas coisas de errado, coisas simples. Cometi erros, conversei com os treinadores e já botei em prática. O problema todo foi que eu joguei o jogo dele. Não consegui sair e ir para o plano dois. Fiquei com o jogo dele por 15 minutos, esse foi o problema", narrou.

A disputa contra Nurmagomedov era apontada como um clássico entre grappler x striker, e por isso o domínio territorial foi de vital importância no octógono. Pensando nisso, o russo tratou de garantir o centro do cage e obrigou Edson a andar para trás a todo momento.

"Tecnicamente não teve surpresa, eu estava bem preparado. Na hora as vezes não acontece. Foi frustrante por isso. Na verdade, não esperei que ele colocasse tanta pressão. Mas eu estava super bem e na hora não aconteceu. Se você vir as lutas dele, ele caminha para trás e foge da trocação para tentar jogar algo e chegar perto e tentar quedas. Comigo ele começou, nem tocou luvas e saiu correndo para ficar perto. Isso surpreendeu um pouco, mas eu estava preparado. Acabou que não consegui impor meu ritmo", analisou.

Disposto a reverter a imagem que deixou no octógono em dezembro, Edson, que antes da luta contra Khabib colecionava três vitórias seguidas, pediu para retornar às competições o quanto antes, e se possível no card do UFC 223, em abril, quando sues algozes Tony Ferguson e Khabib Nurmagomedov duelam pelo cinturão - ainda não se sabe se interino ou linear.

"Quero lutar o mais rápido possível . Já falei com meu empresário e me coloquei a disposição do UFC. Fisicamente eu estou muito bem. Mesmo com derrota estou com a cabeça muito boa, querendo motivação e sempre melhorar. Uma data legal seria esse card de abril. É perto de casa, posso ir de carro e aproveito para treinar o camp todo do Frankie ", finalizou.

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