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Amanda Nunes reclama de demora nas negociações de superluta com Cris 'Cyborg'

Ag. Fight

Ag. Fight

30/01/2018 13h15

Antes mesmo de Cris 'Cyborg' subir no octógono no UFC 219 - evento que aconteceu no último dia 30 de dezembro -, Amanda Nunes já havia revelado o seu desejo de enfrentá-la em uma superluta de campeãs. Depois de algumas semanas, quando a dona do cinturão da categoria peso-pena (66 kg) finalmente aceitou o desafio, o assunto parece ter esfriado. E a 'Leoa' garantiu que nos bastidores do show a sensação é a mesma.

Quando Cyborg confirmou em suas redes sociais que aceitaria enfrentar a sua conterrânea, a lutadora sugeriu que o confronto acontecesse no mês de julho. Entretanto, Amanda revelou, em entrevista ao site 'MMA Junkie', que todo o processo de negociação para esse combate está bastante demorado. Além disso, de acordo com a própria brasileira, essa superluta ainda não é oficial.

"Queria essa luta. Cyborg nem pensou sobre isso quando decidi fazer. Mandei mensagem para Dana White e disse que queria essa luta. Estou pronta para isso. Queria algo grande para a minha carreira, e decidi que o meu próximo passo seria a Cyborg. Mas as negociações estão muito lentas. Não sei o que está errado, mas nem vi o meu contrato ainda. Nada é oficial", assegurou a campeã da divisão peso-galo (61 kg).

Caso o duelo saia do papel, Amanda garantiu que subirá para a divisão com o peso máximo de 66 kg e que não pretende realizar um confronto em peso casado - peso combinado entre duas categorias. O que não deve ser uma dificuldade para a lutadora, visto que ela já atuou como peso-pena em sua carreira, quando ainda pertencia ao Strikeforce. Além disso, a campeã dos galos assegurou que não se assusta pelo fato de Cyborg ser uma das maiores competidoras da história.

"Não quero um peso-casado de maneira nenhuma. Vou para 66 kg. Já lutei assim antes e as coisas funcionaram bem para mim. Estou um pouco cansada de cortar peso também. Porque preciso entrar numa dieta e emagrecer. Quero dar uma pausa nisso e subir. Acho que a melhor opção para mim é essa. Sei que ela é poderosa, sei que ela é uma excelente lutadora. Mas quando se trata de lutar, também sou. Não estou assustada de entrar na frente dela. Por que eu estaria? A respeito como lutadora, mas sei que tenho uma grande chance de conseguir o cinturão", prometeu a brasileira.

Para essa superluta, de acordo com a própria, a campeã dos galos só tem um medo: ter que abrir mão do seu cinturão. A brasileira prometeu que terá uma reunião com o presidente do UFC e defenderá os títulos das duas categorias se for preciso. Apesar disso, Amanda assegurou que está pronta para escrever o seu nome na história do MMA.

"Fiz muito pela divisão de 61 kg e partiria o meu coração perder o cinturão e não poder mais defender. Mas vamos ver se terei que o deixar vago. Vou sentar com Dana White e ver o que ele pode fazer. Adoraria defender os dois cinturões. Mas sei que é difícil, talvez tenha que escolher um. Será grande para as mulheres no MMA. Por isso estou tão animada. Nunca aconteceu de uma garota disputar dois cinturões. Serei a primeira. Se acontecer, serei a única. Quero isso", concluiu.

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