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Polyana Viana narra dificuldades de chegar ao UFC após crise no Jungle Fight

Marcel Alcântara, em Belém (PA)

Ag. Fight

31/01/2018 07h00

Uma das grandes promessas do MMA brasileiro, Polyana Viana fará sua estreia no UFC neste sábado (3), em Belém, quando encara a americana Maia Kahaunaele Stevenson. Além do aguardado momento, a jovem de 25 anos celebra o fim de um período de incertezas e muitas dificuldades que acompanharam sua carreira desde o início.

Paraense da cidade de São Geraldo do Araguaia, Polyana iniciou jovem em esportes de combate, o que era impensável para a sociedade da qual fazia parte anos atrás. Sem apoio de patrocinadores, por vezes a competidora precisava custear passagens do próprio para poder se testar em torneios de jiu-jitsu.

"No começo foi muito difícil. Como sou do interior, não era moda. Agora é moda no mundo todo. Lá demorou um pouco e ninguém queria apoiar. No começo, a gente tinha que fazer pedágio para ir para campeonato. Para lutar, as vezes a gente pagava, porque o evento não pagava. Depois que ganhei o mundial, o antigo prefeito ajudava e ficou mais fácil", narrou, relembrando que o rápido sucesso a levou ao evento Jungle Fight.

Ainda com cartel de cinco vitórias e uma derrota (que Polyana contesta até hoje), a atleta estreou no evento e fez bonito. Com três vitórias no primeiro assalto, ela garantiu posição de destaque no cenário nacional e se preparava para novos combates quando se viu envolta à crise que impediu o Jungle Fight de realizar show regulares nos últimos anos.

"Depois que entrei no Jungle, comecei a ganhar patrocinadores. Depois comecei a perder patrocinadores depois que o Wallid começou a desmarcar luta. Aí começou a ficar difícil de novo e pensei em não lutar mais. Mas conheci o Tata e ele me chamou para o Rio. Foi difícil, enrolei ele por quatro meses por falta de apoio, mas fui e as coisas estão melhorando de novo", narrou durante conversa com a reportagem da Ag. Fight.

De casa nova, Polyana trocou de time, evento e empresário, combinação que deu certo e a garantiu contrato com o UFC apenas após uma vitória no evento WOCS, show comandado por seu treinador Tata Duarte. Passada a má fase, ela agora pode analisar com mais precisão os detalhes que quase a fizeram para de lutar profissionalmente.

"Ele deixava para avisar na semana, quando eu estava fraca. Na quarta vez , eu falei que não ia lutar mais,ficar nessa  palhaçada perdendo, ficando fraca e gastando dinheiro e o cara fazendo palhaçada. Larguei tudo e voltei para casa. Estava procurando serviço, estava decidido", narrou.

"O Jungle é um grande evento, mas já foi melhor. Hoje em dia alguns lutadores não querem mais lutar lá por isso e também pelo dono. Não tenho nada contra ele, mas achei sacanagem. O que ele fez, me deixou um ano e meio parada. Depois que assinei com o Alex , ele ainda veio me cobrar dizendo que eu tinha contrato com ele. Falei que não tinha, já tinha vencido, era de um ano apenas. Falo com ele normal, mas não quero aproximação", finalizou.

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