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Após romper contrato em vão, Viscardi Andrade pede nova chance ao UFC

Ag. Fight

Ag. Fight

01/03/2018 12h35

A última atuação no MMA de Viscardi Andrade foi em março de 2016, quando venceu o australiano Richard Walsh por decisão unânime dos juízes laterais originalmente. No entanto, o brasileiro falhou em um exame de doping feito às vésperas do confronto, o que o deixou sem resultado e suspendeu o peso meio-médio (77 kg) por dois anos. Perto de completar a sua punição, o atleta revelou que acabou por abrir mão do seu contrato com o UFC em vão.

Com a suspensão de dois anos aplicada pela USADA (agência de antidopagem americana), o brasileiro não poderia atuar profissionalmente no MMA nesse período. Contudo, Andrade garantiu, em entrevista ao site 'MMA Fighting', que achava que essa punição seria apenas nos Estados Unidos e pediu para que o UFC o demitisse. Dessa maneira, teoricamente ele poderia atuar em organizações brasileiras e asiáticas.

"Já estava suspenso por um ano e pedi para o UFC me demitir para que eu pudesse lutar em outras organizações. Pensei que a Comissão só iria me impedir de lutar nos Estados Unidos, mas assim que o UFC me liberou, a Comissão me mandou uma carta falando que eu não podia lutar MMA em qualquer lugar no mundo, caso contrário eu seria suspenso por mais quatro anos", contou o lutador.

"Estava perto de assinar com uma organização asiática. Depois disso, decidi procurar outras coisas que eu poderia competir. Então fiz uma superluta de ADCC com Erick Silva, ganhei uma competição de muay thai com um nocaute no primeiro round na Tailândia e agora decidi me testar no WGP . Não podia lutar MMA, mas me mantive ativo como pude".

Pela falta de informação, o atleta abriu mão do seu contrato com a maior organização de MMA do mundo em vão. Um feito que lhe causa arrependimento. Andrade assegurou que se soubesse que não poderia atuar profissionalmente em qualquer lugar do mundo, não teria entrado em contato com o UFC.

"Se eu soubesse que não poderia lutar, teria ficado e esperado. Estarei liberado no mês que vem e meu empresário está conversando com algumas organizações, inclusive o UFC. Quem sabe, talvez eu tenha boas notícias em breve. Estou vindo de duas vitórias no UFC, ganhei dez das minhas últimas 11 lutas, a maioria no primeiro round. Isso mostra que sou um dos melhores lutadores do mundo. Não faz sentido me manter fora da maior organização do mundo. Espero poder voltar ao UFC e mostrar o meu trabalho", opinou o brasileiro.

"Quero assinar com uma grande organização. O UFC ainda é a maior organização do mundo, a número um, então meu foco é esse. Mas não vou fechar nenhuma porta. Talvez eu não vá para o Bellator agora, porque isso fecharia uma porta com o UFC. Minha ideia é assinar um contrato de uma ou duas lutas e ver o que acontece".

O lutador atuou profissionalmente no MMA entre os anos de 2006 e 2016. Nesses dez anos, Andrade acumulou 18 vitórias, seis derrotas e um confronto sem resultado. A suspensão do brasileiro termina no próximo dia 20 de março.

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