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Na pior fase da carreira, Holly Holm descarta aposentadoria: "Me sinto forte"

Ag. Fight

08/03/2018 12h42

Depois de ser derrotada por Cris 'Cyborg' por decisão unânime dos juízes laterais no UFC 219, em dezembro passado, Holly Holm chegou a sua quarta derrota nas últimas cinco atuações. Apesar de viver a pior fase na sua carreira de MMA e estar com 36 anos, a americana descartou a possibilidade de se aposentar e garantiu que ainda tem o que é preciso para continuar no Ultimate: competitividade.

De acordo com a ex-boxeadora, a luta com a brasileira é um indicativo da sua boa forma. Antes de enfrentar Holm, Cyborg estava a 13 confrontos sem deixar que os juízes decidissem a sua vitória. Por isso, a americana garantiu, em entrevista ao programa 'MMA Hour', que ainda tem o que oferecer ao esporte e que não está pronta para pendurar as luvas do UFC.

"As pessoas me perguntam: 'Você teve quatro derrotas em cinco lutas e você tem 36 anos, você vai voltar?'. Eu ainda quero lutar. Por que eu não iria querer voltar quando eu acabei de dar a ela uma das lutas mais duras que ela já teve? Eu fui a que deu a ela a sua luta mais dura, não entendo essa questão de aposentadoria. As pessoas acham que você deve se aposentar, acho que por causa de como as coisas são. Mas só você sabe como essas quatro lutas foram", assegurou a atleta.

"Sei que ainda sou competitiva, tenho muitas habilidades. Tenho 36 anos, farei 37 no ano que vem, ainda sinto que sou forte e estou em forma. Não me sinto com 36 anos. Me sinto competitiva, me sinto forte, sinto que posso me sair bem. Então, continuarei fazendo isso".

Holm acumula 11 vitórias - sendo oito por nocaute - e quatro derrotas em seu cartel no MMA. No UFC, a ex-pugilista foi a primeira lutadora a derrotar Ronda Rousey e conquistou o cinturão dos galos (61 kg) em 2015. Por 12 anos, a americana se dedicou ao boxe e conquistou títulos mundiais na modalidade.

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